sexta-feira, 26 de setembro de 2008

CIRURGIÕES - FAMÍLIA ACANTHURIDAE

Nome Científico: Acanthurus monroviae
a família Acanthuridae consiste de seis ou nove gêneros, embora os índices mais modernos falam de seis gêneros são divididos em duas subfamílias e três tribos, a saber, a subfamília Nasinae, composto apenas por sexo Naso, e Acanthuridae subfamília, que inclui outros gêneros em três tribos.


Características



A família dos Cirurgiões ou acanturídeos (Acanthuridae) encontra-se representada por pelo menos 72 espécies facilmente reconhecidas pelas lâminas (ou bisturis) que possuem na base da barbatana caudal. Nadadeira caudal em forma de meia lua. Perfil dorsal da cabeça curvado delicadamente. A boca terminal pequena com uma única fileira de dentes. Os olhos pequenos situados na elevação na cabeça. Corpo e cabeça cobertos com pequenas escamas ctenóides. Um único espinho no pedúnculo caudal. Em algumas espécies, estas minas projectam-se para fora quando necessário (no caso de disputas territoriais e para defesa) como se de facas de ponta e mola se tratassem; enquanto noutras espécies, as ditas lâminas são fixas. Outra característica distintiva é o formato do corpo que evidencia um perfil elevado, de forma oval e achatada. As escamas terminam geralmente numa pequena protuberância, dando uma sensação áspera ao toque. O tamanho desses peixes varia muito dependendo da espécie, a partir de alguns centímetros a mais de um metro, no caso annulatus do Naso. Na maioria das espécies a diferença sexual para além da época de zelo são limitadas a dimensão, tendo casos em que o masculino é maior e vice-versa. Somente no gênero Naso, existem diferenças morfológicas entre os sexos.


Habitat
Todas as espécies da família Acanthuridae vêm de mares tropicais ou subtropicais do Indo região, mas são cinco espécies do Atlântico. Não existe um cirurgião peixe nativo da bacia mediterrânica, mas ocasionalmente pode ser acessado através do canal do Suez desde o Mar Vermelho. Habitam o exterior recife na fase adulta, mas no palco larvas planctônicas são pelágicas e águas profundas. As espécies que compõem esta família encontram-se em todos os mares tropicais, principalmente em zonas de recife, se bem que algumas prefiram nadar em mar aberto. Em termos gerais, os cirurgiões são peixes exigentes no que respeita à qualidade da água em comparação com muitas outras famílias de peixes marinhos tropicais.

Comportamento

Os peixes são diurnos, e elas procuram refúgio entre os corais durante a noite. Eles apresentam uma variedade de sistemas sociais em diferentes momentos. Então você pode encontrar monogâmica casais, pequenos grupos de adultos, harems ou grandes grupos de alimentação ou reprodução. Os machos são muito agressivos peixes com membros da mesma espécie, na defesa do território ou harém. Librea do sexo masculino é a metade de comunicação intraespecífica, em concorrência com outros homens na idade de zelo, tornando-se uma cor mais intensa. O librea, em ambos os sexos, que também reflecte o estado de espírito dos peixes, porque quando o seu "humor" é boa, a coloração é clara e brilhante, enquanto que, em caso de estresse torna-se coloração mais escura e bandas em muitos casos.


Alimento
A maioria são vegetarianos, com excepção do género Naso cujos membros foram alimentados com plâncton. É comum ver-los rush em grandes grupos sobre o recife, de modo que os animais bentónicos que têm no seu território o local onde se encontram a sua alimentação é impossível de defender. Além da posição em que se encontram os ossos do pedúnculo caudal, o "bisturi" lhes permite alimentar-se e defender o fundo, ao mesmo tempo. Tanto a boca e tubo digestivo são adequados acantúridos de sua dieta. Eles têm uma pequena boca com uma fileira de dentes incisivos que lhes permite tirar raspando algas, e do aparelho digestivo é longo, tal como convém a um herbívoro, e em algumas espécies tem um espesso muro como uma adaptação para as peças de coral e areia durante ingerir sua alimentação, enquanto que em espécies em que a menor ingestão nas paredes intestinais são mais magros. Esses hábitos alimentares também determinar seu papel no recife, cumprindo a missão de limpeza e tapizantes algas filamentosas que podem crescer em coral. Além disso depositar os seus excrementos em seus abrigos durante a noite entre os corais, contribuindo significativamente para este crescimento, fornecendo nutrientes para o Recife.


Reprodução

Como discutido acima, o formulário acantúridos reprodutores pares e grupos de jovens, quer entre os sócios como um país estável, dentro harems defender um território, incluindo um reprodutores machos defendem um território na orla do Recife e fêmeas, de passagem, como entre um membro de um grupo de adultos. Em algumas espécies zelo pode ocorrer durante todo o ano, mas muitas vezes isso ocorre mais tarde entre inverno e início da primavera. A existência de harems e diferenças sensíveis em termos de tamanho entre os sexos sugere que em muitas espécies aí hermafroditismo seqüencial, ou seja, uma mudança sexo com a idade. A união dos sexos masculino e feminino solas ocorrer ao entardecer ou à noite, quando os indivíduos origem à superfície, e há a liberação de ovos e esperma. As larvas levam uma vida em águas profundas pelágicos, que fazem parte do plâncton por um longo tempo. As larvas, chamado Acronurus, são muito diferentes dos juvenis e adultas, enquanto que durante anos se considerou que eles eram um genre separado. Eles são transparentes e não têm a linha lateral de escamas. Quando as larvas chegar arrastada pelo fluxo para o interior recife é desenvolvido rapidamente na forma juvenil, atingir a maturidade em um ano ou dois, com um tamanho que varia dependendo da espécie e sexo de 10 a 20 centímetros. Embora a sua longevidade não é conhecido com certeza, provavelmente a maioria das espécies chegar a 20 ou 30 anos, um pouco menos nas Caraíbas espécies. A longevidade não depende do tamanho da espécie. Apesar de não ocorrerem alterações significativas de cores entre a idade juvenil e adulta na maioria das
espécies, existem algumas excepções, como o caso do Cirurgião Azul
das Caraíbas (Acanthurus coeruleus), que passa por uma fase amarela qu
ando juvenil. Embora as diferenças exteriores entre os sexos sejam, de uma forma geral, raras, é possível notar algum escurecimento das cores do macho dura
nte o acasalamento. O tamanho também não é um indicador de confiança para determinação do sexo, já que nem sempre os machos são maiores do que as fêmeas.






terça-feira, 23 de setembro de 2008

PEIXE GALO




NOME POPULAR:
Peixe Galo

FAMÍLIA

Carangidae

NOME CIENTÍFICO:
Selene setapinnis/ Selene vomer


HABITAT
Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).


CARACTERISTICAS:
Corpo muito alto e comprimido, perfil anterior da cabeça em aclive Pronunciado; nadadeira pélvicas dorsal e anal com filamentos longos nos
jovens e prolongamentos evidentes nos adultos. Cor prata em geral. Peixe de escamas; corpo muito alto e muito comprimido;; linha lateral com uma série de espinhos na porção posterior, antes do pedúnculo caudal. A coloração é prateada, sendo o dorso verde azulado, os flancos são mais claros e o ventre esbranquiçado; apresenta uma pequena mancha ovalada preta na margem superior do opérculo e outra do mesmo tamanho na parte superior do pedúnculo caudal. Alcança 40cm de comprimento total e cerca de 1kg.

ALIMENTAÇÃO:
peixe galo é predador e se alimenta de pequenos peixes, crustáceos e moluscos.

SAIBA MAIS:
Os espécimes grandes, por sua força e formato, lutam bravamente antes de se entregarem, proporcionando bons momentos ao pescador. Costuma estar mais “encostado” na praia durante os meses quentes. Peixe de escamas. Espécie de superfície; vive em grandes cardumes; os exemplares pequenos e médios são comuns em baías e estuários. Freqüentador de estuários, ele chama bastante atenção pelo formato único de seu corpo: extremamente achatado, lembrando uma folha de papel. Esta característica associada à largura de seu corpo, quase discóide, faz com que o galo, quando fisgado, apresente grande resistência na água, o que só aumenta o interesse dos pescadores pela sua captura.A duas espécies têm hábitos parecidos; são peixes preferencialmente de superfície, e encontrados até 50 m de profundidade. Podem formar cardumes; porém são mais comuns em pequenos grupos, ou mesmo pares, quando adultos. distinção morfológica externa entre jovens de Selene vomer e Selene brownii (Carangidae) foi estudada por meio de análise multivariada. O propósito deste estudo foi verificar a existência de características morfológicas externas adequadas para separação entre essas duas espécies, que não a presença de espinhos na segunda nadadeira dorsal e nadadeiras pélvicas.

OLHETE


Nome Popular
Olhete, Pitangola/Yellow Tail, Lesser Amberjack

Família

Carangidae

Nome científico:
Seriola lalandi/ Seriola fasciata


Família:
Carangidae


Características:
Esses elegantes peixes habitam a costa brasileira e mundial e realizam os sonhos de muitos pescadores esportivos. Extremamente combativos e velozes, dão tremendas canseiras àqueles que se dedicam a sua captura. A coloração é geralmente azulada no dorso e branca no centre. Uma faixa longitudinal amarelada geralmente está presente na lateral do corpo após a cabeça até o pedúnculo caudal. A maior altura do corpo está contida, aproximadamente, quatro vezes no comprimento padrão (aquele que vai da ponta do focinho até o final da coluna vertebral). Atingem pouco mais de 1,25 m e 40 kg.


Hábitos:
Parentes próximos dos olhos-de-boi, são geralmente encontrados em fundos de pedras, parcéis, costões rochosos e nas áreas externas voltadas para o mar profundo em recifes de corais. Nadam em cardumes numerosos. Entretanto, quanto maiores os exemplares, menor o seu número. Embora considerados pelágicos, habitam preferencialmente regiões costeiras, associados ao ambiente onde são encontrados.

Alimentação:
Alimentam-se de peixes, lulas e crustáceos associados a fundos rochosos. Os cardumes podem permanecer alguns dias em certas regiões, notícias muitas vezes passadas entre pescadores.

Reprodução:
A reprodução ocorre em alto mar onde os ovos eclodem, cresce e se desenvolvem. Os pequenos estão geralmente associados a objetos flutuantes como algas, que usam como camuflagem tanto de proteção contra grandes predadores, como para atacar suas vítimas como camarões etc.


Curiosidades:
Uma característica que diferencia essa das demais espécies do gênero no Brasil é o número de rastros branquiais do primeiro arco branquial do lado esquerdo da cabeça, de 21 a 23, excluindo os rudimentos. No caso dos olhos-de-boi, existem de 11 a 19 rastros. É a espécie do gênero que apresenta o corpo mais alongado, o que permite distingui-la facilmente das demais.


Onde encontrar:
Espécie pelágica, conhecida como peixe de passagem. Freqüenta águas relativamente rasas e agitadas, nas proximidades dos costões rochosos e recifes. Os indivíduos jovens formam pequenos cardumes, mas os maiores são solitários, vivendo sozinhos ou em pares. Alimenta-se principalmente de lulas, crustáceos e pequenos peixes. Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina). Mais comum do Nordeste a Santa Catarina. Em toda a costa brasileira, pelágicos e costeiros, percorrem da superfície ao fundo. São comuns em cardumes pequenos e preferem águas batidas. Caçam em grupos, emboscando cardumes junto a parcéis, lajes e ilhas, conduzindo-os para águas abertas e atacando em seguida. Nos meses quentes, são mais freqüentes em mar aberto, acompanhando sargaços e outros detritos na superfície.

MIRAGUAIA

Nome:
Miraguaia

Nome científico:
Pogonias cromis

Família:

Sciaenidae


Características:
A miraguaia possui aspecto robusto, com o corpo alto, alongado e levemente comprimido e achatado, com o corpo coberto por grandes escamas.A linha lateral é paralela ao perfil dorsal do corpo. A cabeça é robusta, de perfil convexo e reto em sua parte anterior. A boca é larga e se estende até a altura dos olhos. Atrás e debaixo da boca, na parte inferior da cabeça, nota-se uma série de barbilhões. Os olhos são situados lateralmente, se localizam próximo das narinas, e tem tamanho mediano.A nadadeira dorsal é dividida em dois, sendo que a primeira possui raios espinhosos grandes e a segunda com raios espinhosos menores. A nadadeira caudal é truncada e a anal é curta. As nadadeiras peitorais são largas e as ventrais começam logo atrás das peitorais. Não possuem nadadeira adiposa (aquela pequena, localizada entre a dorsal e a caudal).Sua coloração é cinza-escura, quase preta no dorso e flancos, clareando em direção ao ventre. As nadadeiras são cinza uniformes, porém mais claras que o corpo. Quando jovens, são mais claras e percebem-se quatro ou cinco faixas escuras verticais, que se confunde com a cor geral, e ficam cada vez mais escuras à medida que crescem.Pode alcançar aproximadamente 1,60 m de comprimento e chegar a ultrapassar 50 kg, sendo um dos maiores peixes ósseos de seu habitat.
O Miraguaia é costeiro e vive sobre o fundo de areia, em águas não muito profundas.

Alimentação:
Sua dieta alimentar é composta basicamente de moluscos, principalmente mariscos, crustáceos e peixes. Dizer que a miraguaia não abocanha o siri ou o carangejo com garras é puro folclore. Quando elas se alimentam, não fazem distinção da presa e nem enchergam pra isso. Quando o peixe consegue pegar sua presa, engole com tudo!A miraguaia detem de 2 placas ósseas na região da garganta (uma na parte superior e ou na inferior), perto das guelras, que servem como um triturador de alimentos.Portanto, quando engolem um siri ou um caranguejo, o alimento é mastigado por essas placas.

Reprodução:
Quando chega a estação reprodutiva, os indivíduos desta espécie costumam migrar para outras regiões onde as águas são mais quentes durante o inverno, e geralmente são encontrados junto a costões rochosos.

Curiosidades:
A miraguaia é um peixe costeiro também conhecido por piraúna e black drum, nos Estado Unidos. Os animais de sua família são capazes de produzir sons bem audíveis, por meio de músculos associados à bexiga aérea, que agem como uma câmara de ressonância.

Onde Encontrar:
Trata-se de uma espécie distribuída por todo o litoral brasileiro, do Amapá ao Rio Grande do Sul. Ela prefere viver próximo da costa, em águas não muito profundas, como, por exemplo, canais e estuários, sendo encontrada, principalmente, em regiões de fundo areias, lodo, lama ou cascalho.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

MERO



NOME CIENTÍFICO:
Ephine phelus Itajara

FAMÍLIA
Serranidae



Se quiséssemos eleger uma espécie de peixe que simbolizasse os mares, especialmente o Mediterrâneo, certamente que escolha recairía sobre o mero Epinephelus marginatus. (Lowe, 1834).

A ESPÉCIE
O Mero, também conhecido como Senhor das Pedras, é um dos peixes presente na crescente lista de espécies ameaçadas de extinção em todo mundo. Pertence á família Serranidae (ex. garoupa, badejo, cherne) e pode chegar a mais de 300Kg de peso total, seu formato é arredondado e chega a ultrapassar dois metros de comprimento. Mero pode atingir um comprimento máximo de 2,7 m e 455 kg de peso. Porém ao se aproximar, você se depara com um peixe, que apesar de sua imponência, permite que as mãos humanas passeiem por sua pele escamosa. Vive até 100m de profundidade. Vive até 100m de profundidade. Os Meros são peixes que vivem cerca de 40 anos, crescem devagar e demoram a iniciar atividade reprodutiva. Quando você retira um animal tão grande do mar, o papel que este peixe representava no ambiente vai demorar para ser novamente exercido por outro peixe. Isto quer dizer que aquele indivíduos vai fazer muita falta dentro do ambiente. Outro problema é o fato dos Meros agregarem-se, isto é, reunirem-se em datas e locais conhecidos pelos pescadores. Quando estão juntos tornam-se ainda mais vulneráveis




CARACTERÍSTICAS:
É o maior dos representantes no Atlântico são marcados visivelmente por seus cabeça lisa e larga, espinhos dorsais curtos, olhos pequenos e dentes caninos. Sua cor varia de marrom amarelado à azeitona, com os pontos escuros pequenos na cabeça, no corpo e nas barbatanas. Quando se sente ameaçado, costuma abrir a boca e tremer o corpo, na tentativa de afugentar o oponente. Normalmente é lento, confiante e curioso, permitindo fácil aproximação de mergulhadores.

HABITAT
O Mero ocorre nas águas costeiras e tropicais dos oceanos Pacífico e Atlântico. No Brasil sua incidência é menor Região Sul. Habita águas tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É uma espécie de peixe que habita zonas estuarinas (manguezais) e áreas costeiras, por isso, costumam ser encontrados em manguezais e costões rochosos, próximos de naufrágios, pilares de pontes e parcéis. É um nectônico costeiros de águas rasas, sendo comum nas áreas coralinas e/ou rochosas. É um peixe solitário e territorialista, sendo muitas vezes encontrado dentro ou próximo de tocas espaçosas, junto a grandes lajes ou em embarcações afundadas. Meros adultos e principalmente os juvenis estão presentes nos mangues dentro de estuários. Apesar de habitarem áreas residenciais de certo modo fixas, possuem grande mobilidade e capacidade de se deslocarem por grandes distâncias. O Mero é encontrado geralmente em águas tropicais e subtropicais no Oceano Atlântico da Flórida ao Brasil (até Santa Catarina), ao longo de todo o golfo do México e em partes dos Caribes (Sadovy et al., 1999). Geralmente estão distribuídos em águas tropicais, mornas-quentes-temperadas, perto de naufrágios, rochas submersas, recifes de corais e outros substratos duros. O Mero também é encontrado próximo às Bermudas (embora raro), no Pacífico oriental do golfo da Califórnia ao Peru (chegando provavelmente através do canal de Panamá), no Atlântico oriental de Senegal ao Congo (também raros). Uma vez abundantes em torno das costas da Flórida e partes do golfo do México, hoje são vistos raramente (Sadovy et al., 1999). Existe um consenso em que o Mero foi sempre prolifico também fora de ambas as costas da Flórida, onde cientistas descobriram otólitos em comunidades pesqueiras pré-históricas (Sadovy et al., 1999). O Mero aprecia abrigos: furos, cavernas, recifes e naufrágios. São encontrados principalmente em águas rasas, baías e estuários nos Everglades, Baía da Flórida e Florida Keys. Juvenis procuram abrigos em mangues, enquanto adultos em torno de naufrágios mais afastados da costa. Grupos de juvenis as vezes formam cardumes em torno de naufragios e recifes em profundidades de aproximadamente 45m, mas a maioria são encontrados em torno dos habitats rasos inshore como mangues e canais pouco oxigenados. No golfo de México, o acasalamento atinge o pico entre julho e setembro (Sadovy et al., 1999). Agregam em locais específicas em números de até 100 indivíduos. Uma vez comum em águas fora da Florida e do Golfo do México há trinta anos, nenhum agregado foi observado fora da costa do leste da Florida nos últimos 25 anos. Agregados de até 150 peixes caíram a aproximadamente 10 em 1989 na parte oriental do Golfo do México. Entre 1979 e 1994 não houve nenhuma observação visual da espécie no parque nacional de Biscayne, Florida à Dry Tortugas e Florida Keys (Sadovy et al., 1999). Na Flórida, o Mero está sendo monitorado a alguns anos por pesquisadores. Desde 1994, estudos em populações de Meros no Golfo do México têm conduzido à observações de agregados reprodutivos de Meros com aproximadamente 50 indivíduos a cada verão. Os cientistas têm trabalhado desde 1997 recolhendo dados de abundância de juvenis e de adultos, distribuição, idade, crescimento e uso do habitat, marcando e recapturando Meros. Estes estudos visam compreender padrões sazonais de migração e revelar informações sobre a utilização do habitat (NMFS/SEFSC). Com a ajuda de pescadores e mergulhadores.




REPRODUÇÃO
Agregam-se perto da Foz de grandes rios em épocas e locais conhecidos com a finalidade de encontrarem parceiros para a reproduzir. Os machos tendem a mudar a cor ao cortejar. Quanto mais peixes estiverem reunidos, mais intensas são as interações entre os indivíduos. Notavelmente, adultos podem viver aproximadamente 30 anos de idade (26 para machos, 37 para fêmeas). Se a população fosse deixada intacta, Meros poderiam viver acima de quarenta anos de idade. Começam a reproduzir com 1,1 a 1,2 metros de comprimento e com 4 a 7 anos de idade. Como todos os membros da subfamília Epinephelinae, os meros são peixes hermafroditas protogínicos ou seja, vivem inicialmente como fêmeas transformando-se, a partir de determinada altura e irreversivelmente, em machos. Uma das particularidades deste fenômeno assenta no fato de a mudança de sexo não se dar de acordo com uma determinada idade mas sim em função da estrutura populacional de um dado lugar. Isto é, para que um mero fêmea se transforme em macho é necessário que exista uma pressão populacional de indivíduos de pequeno tamanho que possa induzir as fêmeas de maior porte para o início do processo de inversão sexual. Deste modo, se numa dada população de meros não existirem juvenis as fêmeas podem nunca chegar a passar a machos o que, teoricamente, põe em causa a viabilidade dessa população. De fato, em algumas regiões do Mediterrâneo norte, onde, aparentemente, a espécie não se reproduz e onde não se observam juvenis, existem fêmeas com tamanhos e pesos (mais de 20 kg) que, nas outras populações, já correspondem a machos. Nos Açores, felizmente, esse problema não existe. Nas nossas águas os juvenis são comuns e mesmo abundantes em alguns locais. As fêmeas mudam de sexo por volta dos 8 a 10 anos de idade, numa altura em que o seu comprimento oscila entre os 80-90 cm e o seu peso ronda os 10 kg. As fêmeas podem produzir cerca de 300 000 óvulos por cada kg de peso vivo e os machos podem produzir uma quantidade de sêmen equivalente a 10% do seu peso total. Assim, uma fêmea com 9 kg produzirá cerca de 2 700 000 óvulos enquanto que um macho de 25 kg terá cerca de 2,5 kg de sêmen. Na época de reprodução, que é muito restrita e que, provavelmente, se estende apenas durante uma semana no mês de Julho, os meros formam grandes agregações em determinadas zonas da costa e reproduzem-se em massa. Os grandes machos são os primeiros a chegar ao local seguidos pelas fêmeas e, em poucos dias, estas largaram os seus óvulos que, após fecundação externa, passam a derivar na coluna de água.


CRESCIMENTO
Como a maior parte das espécies de peixe, o crescimento dos meros é inicialmente rápido tornando-se lento à medida que os anos passam. Após consumirem o vitelo, os alevinos assentam no fundo fixando-se ao substrato rochoso. Em Setembro, as post-larvas, autênticas miniaturas dos adultos, colonizam poças de maré no intertidal rochoso, por vezes em grandes densidades. Nesta fase, os jovens meros parecem ser bastante territoriais sendo nitidamente mais agressivos uns em relação aos outros do que quando atingem maiores tamanhos. O canibalismo, nesta idade, não é raro. Quando atingem os 5 kg de peso, a maioria dos meros já são fêmeas funcionais.

ALIMENTAÇÃO
Os Meros são predadores, alimentam-se principalmente de crustáceos, lagostas e caranguejos . Juvenis alimentam-se de camarões, caranguejos e bagres marinhos, mas pode atacar tartarugas, peixes e raias. Voraz, costuma engolir sua presa inteira. Ao longo da sua longa vida, e como conseqüência das transformações em tamanho, os meros modificam drasticamente a sua dieta. As post-larvas e os pequenos juvenis das poças de maré alimentam-se de uma grande variedade de pequenos invertebrados pequenos moluscos e peixes, incluindo, os da sua própria espécie. Os jovens adultos têm uma dieta de peixes e os grandes exemplares parecem ter uma grande preferência por polvos, embora não desdenhem os crustáceos e os peixes. Os meros jovens e as fêmeas, são observados a caçar utilizando uma postura característica em que formam um ângulo de cerca de 45º com o substrato (figura 1). Deste modo, quando um peixe passa por cima deles o mero, através de um poderoso impulso da sua forte barbatana caudal, engole a presa "aspirando-a" com a sua enorme boca. Os grande machos, por seu lado, e apesar de continuarem a caçar daquela forma, são mais comumente observados a nadar lentamente rente ao fundo, contornando as rochas, quase como se "rastejassem", e atacando de frente os invertebrados, principalmente polvos, com que se deparam. Os meros são, essencialmente, predadores diurnos que se encontram mais ativos ao nascer do sol, ao meio dia e ao fim da tarde. Durante a noite, e embora sejam por vezes observáveis em plena atividade, recolhem-se às suas tocas.
A proteção do mero através da criação de reservas tem-se revelado muito eficaz em algumas regiões do Mediterrâneo.

AMEAÇAS:
A maior ameaça ao Mero é provavelmente o homem, desde que é um peixe excelente como alimento, sua carne é deliciosa e branca. São também peixes fáceis de pescar, utilizando-se de uma variedade de artefatos (armadilhas, linhas de mão, redes de emalhe e arbalete de pressão). Não há muitas informações sobre seus predadores naturais, porém tubarões atacam juvenis em linhas de espinhéis armadas em torno dos mangues. Outros Serranídeos, barracudas e moréias alimentam-se provavelmente de juvenis (Sadovy et al., 1999). Entretanto, uma vez alcançado a maturidade, poucos predadores podem se alimentar devido seu tamanho e natureza discreta (GMFMC, 2001).



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