Pesquisar este blog

Pesquisa personalizada

sábado, 16 de janeiro de 2021

PEIXE PELICANO (Eurypharynx pelecanoides)



PEIXE PELICANO (Eurypharynx pelecanoides) 

Peixe Pelicano (Eurypharynx pelecanoides) Peixe de zonas abissais, a enguia-pelicano (como também é conhecida) possui uma boca que é frouxamente articulada, e pode ser aberta o suficiente para engolir um animal muito maior do que si mesmo; as paredes do estômago também podem esticar para acomodar grandes refeições, apesar de que os dentes pequenos indiquem preferência a pequenas presas. 


A boca grande é uma adaptação para que as enguias comam grande variedade de presas quando o alimento é escasso. Geralmente seu tamanho não ultrapassa 1 metro . A enguia pelicano é muito diferente na aparência para a maioria das outras espécies de enguias. O que a torna tão diferente de outros peixes, não é tanto o que tem, mas o que não tem. 




HABITAT

A enguia pelicano é um peixe abissal raramente visto por seres humanos, embora ocasionalmente sejam capturados pelas redes de pesca . Podem  ser encontrado nas áreas temperadas e tropicais de todos os oceanos, numa profundidade entre 500 a 3000 metro, e é possível encontrá-la no Atlântico Norte



CARACTERÍSTICAS

A característica mais notável da enguia pelicano é sua enorme boca, que é muito maior que seu corpo. A boca é frouxamente articulada e pode ser aberta o suficiente para engolir um peixe maior do que a própria enguia. A mandíbula inferior em forma de bolsa lembra a de um pelicano, daí seu nome. Tal mandíbula é articulada na base da cabeça, sem massa corporal por trás, fazendo com que a cabeça pareça desproporcionalmente grande. Essa espécie tem o corpo negro e algumas subespécies podem ter uma fina faixa branca na lateral.


 Como muitas criaturas de águas profundas, a enguia pelicano têm áreas do corpo com fotóforos (órgão biológico que emite luz) – ao longo da barbatana dorsal e na cauda. A enguia pelicano não têm barbatanas pélvicas, bexiga natatórias, nadadeiras e escamas. Seu esqueleto consiste em vários ossos deformados e cartilagens leves. Seus segmentos musculares têm uma forma em “V”, enquanto outros peixes têm segmentos musculares em forma de “W”. Ao contrário de muitas outras criaturas do fundo do mar, a enguia tem olhos pequenos.



 Acredita-se que seus olhos evoluíram para detectar leves traços de luz em vez de formar imagens. A enguia pelicano também tem uma cauda muito longa e semelhante a um chicote. A enguia usa a cauda para se movimentar, e espécies capturadas trazidas a superfície por redes de pesca são conhecidas por terem longas caudas ligadas por vários nós, chegando a medir oitenta centímetros. Esta é presumivelmente uma atração para atrair suas presas, embora sua presença na extremidade do corpo, longe de sua boca sugeri que a enguia pode ter que adotar uma postura incomum para usá-la efetivamente.



No final de sua cauda, têm um órgão complexo com numerosos tentáculos, que brilha em tons rosados e emitem ocasionalmente clarões vermelho vivo.
O estômago pode esticar e expandir para acomodar grandes refeições, embora a análise do conteúdo do estômago sugira que eles comam principalmente pequenos crustáceos. Apesar do grande tamanho das mandíbulas, que ocupam cerca de um quarto do comprimento do animal, ele possui apenas dentes pequenos, o que não seria consistente com uma dieta regular de peixes grandes.



A boca grande pode ser uma adaptação para permitir que a enguia coma uma variedade maior de presas quando a comida é escassa. Também pode ser usado como uma grande rede. A enguia pode nadar em grandes grupos de camarões ou outros crustáceos com a boca aberta, recolhendo-os ao longo do caminho. Quando se alimenta, a água ingerida é expelida pelas brânquias.
Devido às profundidades extremas em que vive, a maior parte do que se sabe sobre a enguia vem de espécimes que são inadvertidamente capturadas em redes de pesca em alto-mar. 



Embora considerada uma espécie puramente de profundidade, desde 1970, centenas de espécimes foram capturadas por pescadores, principalmente no Oceano Atlântico.
Este peixe de águas profundas é raramente avistado por humanos, mas pode ser encontrada ocasionalmente em redes de pesca.


QUIMERA


             

 QUIMERA

Este grupo de peixes de média dimensão (com adultos que chegam a atingir 1,5 m de comprimento total) pertencem a um táxon que tempos foi grupo "diversa e abundante" (baseado no registo fóssil), sendo que os seus parentes vivos mais próximos são os tubarões, embora o seu último ancestral comum com os tubarões tenha vivido há cerca de 400 milhões de anos atrás.



A Quimera é um peixe cartilagíneo, aparentado dos Tubarões e das Arraias. Considerado um fóssil vivo e ainda misterioso em muitos aspectos, a Quimera deve o seu nome ao monstro mítico, uma mistura de leão, cabra e dragão. É abundante em águas frias, junto ao fundo, até aos 1000 m de profundidade.


Os membros deste agrupamento taxonômico medem em geral menos de um metro de comprimento corporal.


CARACTERÍSTICAS




As espécies desta subclasse apresentam corpos macios e alongados, com uma cabeça volumosa e uma única abertura para as guelras (opérculo). Crescem até aos 150 cm de comprimento, embora nessa extensão esteja incluída a cauda alongada encontrada em algumas espécies. Não possui escamas e o maxilar superior está fundido ao crânio. 



Mais surpreendente, é o fato de, ao contrário dos seus parentes mais próximos, possuir um opérculo que recobre a câmara branquial.  Em muitas espécies, o focinho é modificada para albergar um alongado órgão sensorial capaz de detectar campos eléctricos. Possuem enormes olhos que os auxiliam na busca pelo alimento, uma vez que a tais profundidades a luz solar é praticamente inexistente. Possui apenas seis dentes.

 

 Tal como os outros membros da classe Chondrichthyes, o esqueleto das quimeras é constituído por cartilagem. Apesar das semelhanças, as quimeras diferem dos tubarões pelas suas maxilas superiores, que estão fundidos com o crânio, e por apresentarem aberturas anais e urogenitais separadas. Não apresentam os numerosos dentes afiados e substituíveis típicos dos tubarões, tendo, em vez disso apenas três pares de grandes placas permanentes de dentes mastigatórios. Apresentam as guelras cobertas por um opérculo semelhante ao dos peixes ósseos. 


 A pele é lisa e em grande parte recoberta por escamas placóides, com coloração pode variar do preto ao cinza-acastanhada. Para defesa, a maioria das quimeras apresenta um espinho dorsal venenoso à frente da barbatana dorsal. A primeira barbatana dorsal é eréctil e tem um espinho ligado a uma glândula de veneno. Os machos têm cinco barbatanas modificadas com funções reprodutivas, denominadas pterigopódios, em vez das habituais duas, como os seus parentes. 



ALIMENTAÇÃO




Tal como os tubarões, as quimeras também usam eletro recepção para encontrar suas presas, alimentando-se de camarões, moluscos, gastrópodes e ouriços-do-mar, de outros peixes e invertebrados.




REPRODUÇÃO

Apresentam fecundação interna como todos os peixes cartilaginosos, no que se assemelham aos tubarões e tal como estes empregam cláspers para fertilização interna da fêmea. Também os ovos são similares, apresentando uma película externa coreácea. 


Como ocorre com outros grupos de peixes, as quimeras são os organismos hospedeiro de um número elevado de espécies de parasitas dos peixes. A espécie Chimaericola leptogaster (Allomicrocotylidae) é um parasita do grupo Monogenea das guelras de Chimaera monstrosa, podendo alcançar 50 mm de comprimento.



HABITAT

 No presente o grupo está maioritariamente confinado às águas marinhas profundas, sendo que muitas espécies têm como habitat a região abissal dos oceanos. são encontrados nas águas profundas dos mares temperados do hemisfério norte, chegando aos 2600 m de profundidade, com poucas espécies ocorrendo em profundidades menores do que 200 m.


 As exceções incluem as espécies do género Callorhinchus e os peixes conhecidas por peixe-coelho (Chimaera monstrosa) e ratão-manchado (Hydrolagus colliei), que localmente podem ser encontradas em águas relativamente pouco profundas. Consequentemente, estes também estão entre as poucas espécies da ordem Chimaeriformes que podem ser mantidas em aquários públicos.



domingo, 10 de janeiro de 2021

LULA VAMPIRA DO INFERNO



LULA VAMPIRA DO INFERNO


A lula-vampira-do-inferno (Vampyroteuthis infernalis) é uma espécie de cefalópode que vive nas águas profundas do Atlântico e do Pacífico. É o único cefalópode conhecido pela ciência capaz de viver em profundidades de 400-1000 m numa zona com um mínimo de dissolução de oxigênio. Tem um único filamento retrátil sensível, isolado e bipartido, e tem semelhanças com lula e polvo.
A lula vampiro do inferno apesar de ter apenas 30 centímetros de comprimento, possui uma aparência assustadora. Isso porque, quando se sente ameaçado, o animal volta seus tentáculos para dentro e toma uma forma horripilante. De corpo gelatinoso, dependendo das condições de iluminação torna-se aveludado preto, vermelho, roxo ou da cor marrom. Possui uma membrana ligando os oito tentáculos, cada um dos quais é coberta por fileiras de espinhos moles ou gavinhas. As ventosas aparecem apenas nas extremidades dos tentáculos. O abaulamento dos olhos mede cerca 2,5 cm, sendo transparente, e também muda de cor (vermelho ou azul) dependendo da luz. Este diâmetro de 2,5 cm está entre os maiores alcançados, em proporção ao corpo, entre todos os animais. 




Os adultos têm um par de aletas auriculadas, crescentes de partes laterais do manto, que servem como seu principal meio de transporte: batendo suas barbatanas parecem estar "voando" através da água. O bico da lula-vampiro-do-inferno é branco. No tecido conjuntivo estão dois sacos que escondem flagelos velares, que podem esticar para muito além dos tentáculos.
Encontrada nas cores vermelha, roxa, preta e marrom, essa espécie de lula possui uma membrana que liga os seus oito tentáculos, que são cobertos por fileiras de pequenos espinhos, lembrando asas de morcegos. Daí o nome de "vampira". Os adultos da espécie possuem duas aletas, que se assemelham com pequenas asas, que facilitam sua locomoção no fundo dos oceanos Pacífico e Atlântico, onde vivem.



Praticamente toda a superfície do corpo do molusco é coberta com órgãos de bioluminescência – photophores. Parecem pequenos discos brancos, aumentam nas extremidades dos tentáculos e na base das barbatanas. Os órgãos de bioiluminescência estão só na parte interna dos tentáculos com membranas. A lula-vampiro-do-inferno controla muito bem esses órgãos e é capaz de produzir desorientação com flashes de luz de duração desde alguns centésimos segundo a vários minutos. Além disso, pode controlar o brilho e tamanho das manchas de cor.
Disponível em mais cefalópodes cromatóforos (as células de pigmento) da lula-vampiro-do-inferno são praticamente subdesenvolvidas, assim como a capacidade de mudar radicalmente a cor do corpo, necessárias para cefalópodes que vivem em plataforma, em uma grande profundidade e em completa escuridão não desempenha nenhum papel especial.
Um raro exemplo de cefalópodes em alto-mar, de acordo com dados atuais, que vive fora da zona de penetração de luz nas profundidades de 600-900 metros ou mais. Nesta região do mundo os oceanos possuem um habitat especial, conhecida como a zona de oxigênio mínimo. Aqui, a concentração de oxigênio é muito baixa para suportar o metabolismo aeróbio da maioria dos maiores organismos. Entretanto, a lula-vampiro-do-inferno pode viver e respirar normalmente nesta zona com concentração de oxigénio de 3%. Nenhum dos outros cefalópodes conhecidos pela ciência sobreviveria, e, com raras exceções, os animais de outras espécies.




Para a vida em grandes profundidades e sob alta pressão e falta de oxigênio, a lula-vampiro-do-inferno conta com várias adaptações importantes. Tem o menor nível de metabolismo entre todos os cefalópodes que vivem em profundidade. Contendo cobre no sangue, o pigmento hemocianina dá ao animal um sangue azul, que de forma eficiente liga e transporta oxigênio. Isto também contribui para uma grande superfície das brânquias. Na lula-vampira-do-inferno estão a musculatura, ainda que subdesenvolvidas encontram-se em um sistema perfeito de equilíbrio, onde a densidade do corpo, devido ao alto teor de tecido de amônia, praticamente corresponde à densidade da água do mar. Isto permite que o animal mantenha uma flutuabilidade com pouco esforço e proporciona uma mobilidade suficiente.


A lula-vampira-do-inferno enxerga como se víssemos o céu ao entardecer: seus olhos sensíveis podem distinguir as silhuetas de outros animais, e ela nada flutuando por cima. Para proteger sua detecção dos outros animais, emite um brilho azulado de suas próprias membranas (ver bioluminescência). A luz dilui o contorno do animal, escondendo-o do ponto de vista de baixo. Esta estratégia é chamada largamente. Um par de fotorreceptores estão situados no topo da cabeça , possivelmente para alertar a lula-vampira-do-inferno sobre o movimento na parte superior.
Como todo cefalópode do mar profundo, ela possui o saco de tinta. No caso de uma ameaça, a tinta é liberada a partir das pontas dos tentáculos, criando uma nuvem de muco pegajoso bioluminescente contendo inúmeras bolas azuis brilhantes. Uma cortina de luz, que dura até 10 minutos deve ser esperado para oprimir os predadores e dar a chance dela escapar na escuridão, não navegando para muito longe. Este método de proteção é aplicada apenas em casos de perigo extremo, pois a regeneração do muco exige grandes inputs de energia.



Reprodução

Animal é encontrado em águas profundas.  
O animal, que pertence ao grupo dos cefalópodes, vive em entre os 400 e os 1000 metros de profundidade, em uma região conhecida pela baixa concentração de oxigênio: 3%. Tal condição faz com que a lula-vampira-do-inferno seja um dos poucos animais capazes de sobreviver em tais condições. 




Alimentação

Por viverem em um ambiente inóspito, as opções alimentares da lula são  restritas. Por isso, os animais da espécie são onívoros, alimentando-se de animais e plantas que encontrarem nas regiões em que habitam.  Sabe-se que se alimentam de pequenos crustáceos (incluindo camarão), cnidários. Em geral, desconhece-se suas dietas, mas dada a escassez do habitat, supõe-se serem onívoros. 
Apesar de ser predadora de espécies menores (como camarões), a lula-vampira-do-inferno também é presa de peixes, baleias e leões-marinhos.




Tudo o que se sabe até agora sobre o comportamento da lula-vampira-do-inferno obteve-se a partir de colisões acidentais com batiscafos de pesquisa. Capturados, os animais estão amiúde feridos, mas podem viver em aquário por mais de dois meses. In vitro, é difícil obter informações confiáveis sobre o comportamento. Observa-se que as lulas-vampira-do-inferno derivam com as correntes profundas, disparando flagelos. Se o flagelo entrar em contato com qualquer objeto ou perceber vibrações externas, os animais se agitam, entrando em movimento caótico. Nadam a até dois comprimentos de corpo por segundo, acelerado por cerca de cinco segundos. Os músculos fracos, entretanto, limitam severamente a resistência.



Cefalópodes que vivem em ambientes mais acolhedores podem arcar com o custo de energia da aceleração. As lulas-vampira-do-inferno tiveram que desenvolver outros métodos de economia de energia de fugir predadores. Para complicar a caça, usam "fogos" bioluminescentes em conjunto com tentáculos retorcendo trajetórias caóticas brilhantes e de movimentos imprevisíveis.




Na posição de protecção, adotam uma postura que lembra uma abóbora, as lulas-vampira-do-inferno voltam seus tentáculos para dentro, fechando o corpo, e assume uma forma visualmente mais saliente, inchando. Agita externamente a superfície interna dos tentáculos com pigmentos e esconde quase completamente as photophores. Agrupam tentáculos bem acima de sua cabeça, evitando um ataque sobre as partes vitais do corpo. Se um predador morde a ponta dos tentáculos, o animal volta a crescer.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

POLVO DUMBO







CARACTERÍSTICAS

São indivíduos pertencentes ao género Grimpoteuthis, e denominam-se polvos-dumbo devido às duas barbatanas membranares que se localizam na sua cabeça e que fazem lembrar as orelhas do elefante Dumbo da Walt Disney.

                                                


 Apesar disso, existem diversas espécies de dumbo com formatos diferentes.
O maior espécime já encontrado destes animais tinha quase seis quilos e menos de dois metros de comprimento, embora se julgue que a maior parte das espécies de polvo-dumbo sejam normalmente mais pequenas. Possui 8 tentáculos como todos os membros da ordem Octopoda.
São seres relativamente pequenos.

                                    

O polvo dumbo tem uma característica única dentro de sua família: sua maneira de se mover o distingue dos outros polvos.
Flutuam sobre o solo do mar, fazendo uso dos seus tentáculos, de jactos de água e das suas barbatanas membranares (assim conseguem-se deslocar na água). Se bem que há espécies de polvo-dumbo que simplesmente habitam as águas abertas, longe do solo.

                                        

O polvo-dumbo é conhecido, além da aparência, por viver em profundidades extremas no fundo do mar. Ao contrário da maior parte dos polvos, o dumbo engole a sua presa de uma só vez, em vez de picar em pequenos pedaços antes de colocar na boca, como fazem outros cefalópodes.

                                      

A grande característica que define o polvo dumbo é o físico: assim como os outros polvos, eles tem longos tentáculos e se impulsionam expulsando a água.


                                               

Na verdade, o polvo dumbo não é uma espécie única, mas é um gênero formado por 13 espécies diferentes, que conhecemos até o presente momento.
Em geral, foi observado que eles são brancos ou de tonalidade muito pálida: a falta de luz em seu habitat não permite que desenvolvam pigmentos na pele.
Eles têm um corpo gelatinoso, que ajuda a suportar a grande pressão ambiental a que está submetido durante toda sua vida.

                                            

HABITAT

Conseguem viver em extremas profundidades (3 000-4 000 m abaixo do nível da água do mar), se bem que há certas espécies que conseguem alcançar os 7 000 m que é a profundidade máxima a que já foi encontrada cefalópodes. São uma espécie rara e difícil de encontrar, pois vive apenas em águas profundas, é muito pálido, já que, por habitar tão fundo, não tem acesso à luz solar.

                                          


Acredita-se que vivem em todo o planeta: já foram encontrados nas costas dos oceanos Pacífico e do Atlântico, na América do Norte, nas Filipinas, nas ilhas Açores, Nova Zelândia, Austrália, Nova Guiné. Não parecem ter preferência por um oceano ou outro.

                                         


ALIMENTAÇÃO

Alimentam-se de por crustáceos, bivalves e vermes e da grande variedade de crustáceos existentes a estas profundidades. Ao contrário da maior parte dos polvos, o polvo-dumbo engole a sua presa toda, de uma só vez.
Enquanto eles se impulsionam e mantêm o equilíbrio com as barbatanas, com os tentáculos eles tocam o solo oceânico, as rochas ou os corais para encontrar sua presa. Eles se colocam em cima delas e as comem inteiras

                                               

REPRODUÇÃO

Os machos e as fêmeas apresentam diferentes padrões de ventosas e diferentes tamanhos. Estudos demonstraram que as fêmeas estão sempre a produzir ovos, as fêmeas carregam vários ovos em diferentes estados de maturação dentro dela.
Já os machos, como outros cefalópodes possuem um tentáculo mais comprido (Hectocótilo) que é usado no armazenamento e transferência de espermatóforos para as fêmeas, durante o acasalamento. Depois as fêmeas depositam os seus ovos debaixo de pedras e conchas, e abandona-os.

                                         

Entretanto, parece que não há um período para reprodução: Quando as condições ambientais são favoráveis, fecunda um dos ovos e o deposita em algum lugar. Os filhotes nascidos já estão totalmente desenvolvidos e podem sobreviver por conta própria.  

                                                

Sem os corais, o polvo dum
bo não poderia reproduzir-se e os filhotes não poderiam caçar as suas primeiras presas para sobreviver e crescer.
Graças ao fato de viverem em profundidade oceânica, o ser humano dificilmente poderá ameaçar sua sobrevivência. Apesar disso, eles têm alguns predadores para fugir: orcas, tubarões, outros cefalópodes maiores e até mesmo o atum pode caçá-los.

                              


As grandes ameaças a esta espécie são a mudança climática e o aumento da temperatura dos oceanos, assim como a poluição da água: pedaços de lixo ou outros tipos de resíduos que poderiam descer para seu habitat.
De todas as espécies de polvo, o dumbo é o gênero que vive em maior profundidade. Isso permite que ele sobreviva e se desenvolva sem as ameaças do ser humano, mas complica o trabalho de estudá-lo e conhecê-lo melhor.

domingo, 7 de junho de 2020

TUBARÃO TAPETE






Tubarão Tapete

O Tubarão Tapete (Eucrossorhinus dasypogon) é um tubarão pouco conhecido encontrados  próximo à Austrália, China e Japão, na plataforma continental e recifes.
 Trata-se de um animal bastante curioso, pois sua aparência e as manchas de seu corpo lembram um tapete, servindo para camuflá-lo com perfeição no fundo do oceano.





Os tubarões tapete são um grupo diverso de tubarões com diferentes tamanhos, aparências, dietas e hábitos. 
Eles apareceram pela primeira vez no fóssil registro no Jurássico ; os gêneros orectolobiform conhecidas mais antigas são Folipistrix (conhecido a partir Toarciano para Aaleniano da Bélgica e Alemanha ), Palaeobrachaelurus (Aaleniano para Barremiano ) e Annea (Toarciano para Bajociano da Europa). 



Caracteristicas

Todas as espécies têm duas barbatanas dorsais e uma relativamente curto, boca transversal que não se estende por trás dos olhos. Além das narinas são barbos , órgãos sensoriais táteis e ranhuras conhecidas como ranhuras nasoral conectar as narinas para a boca. Cinco fendas branquiais curtos são apenas em frente da origem da barbatana peitoral e a quinta fenda tende a sobrepor-se a um quarto. Um espiráculo ocorre abaixo de cada olho, que é utilizado na respiração. A única exceção a esta regra é o tubarão-baleia, os spiracles dos quais estão situados logo atrás dos olhos. Tubarões tapete derivam seu nome comum a partir do fato de que muitas espécies têm um aspecto manchado com intrincados padrões que lembram desenhos do tapete. A modelação fornece camuflagem quando o peixe está deitado sobre o fundo do mar.



 A maior tubarão tapete é o tubarão baleia ( Rhincodon typus ) que podem crescer até um comprimento de 14 m (46 ft). É as maiores espécies de peixes, mas apesar do seu tamanho, não é perigoso, uma vez que é um alimentador de filtro , desenho em água através da sua boca larga e peneirar o plâncton . O menor tubarão tapete, em até cerca de 30 cm (12 pol) de comprimento, é o tubarão tapete barbelthroat , ( Cirrhoscyllium expolitum ). Alguns dos membros mais espectacular coloridos da ordem são o tubarão tapete colar ( Parascyllium variolatum ), o tubarão zebra ( Stegostoma fasciatum ), e o wobbegong ornamentado ( Orectolobus ornatus ). Bisturi tubarões e tubarões-baleia tem uma franja de barbos em seus focinhos, e os tubarões de tapete barbelthroat ( Cirrhoscyllium expolitum ) têm barbos pendurados suas regiões de garganta.



Pode morder em auto-defesa ou quando confunde um humano com sua presa usual. Sua pele dura, por vezes, utilizado para couro. O comprimento máximo de 366 cm relatado para estaNão éum animal muito estudado; por exemplo, sua longevidade é desconhecida. Sabe-se, no entanto, que
 Vive entre 5 e 20 metros de profundidade e não encontrei muitas informações sobre seu tamanho. Uma das referências fala de 366 cm, o que é um bocado de tubarão.




Alimentação 

Se alimenta de peixes de fundo e invertebrados, também conhecidos por comer peixes teleósteos noturna como squirrelfish e soldierfish (Holocentridae) e Vassouras (Pempheridae). A maioria dos tubarões do tapete alimentam no fundo do mar no raso para águas de profundidade média, detectando e pegando moluscos e crustáceos e outras criaturas pequenas. Os wobbegongs tendem a ser predadores de emboscada , encontrando-se escondidos no fundo do mar até presa abordagens. Um foi observado engolir um bambu tubarão inteiro.



Reprodução


Os métodos de reprodução de tubarões tapete varia. Algumas espécies são ovíparas e põem ovos que podem ser libertadas diretamente na água ou podem ser fechados em casos de ovo córneos do sexo feminino foram observados para empurrar casos de ovos em fendas e isso seria uma proteção adicional para os embriões em desenvolvimento. Gera  20 a 30 filhotes por vez, num período de gestação de 24 meses.  Outras espécies são ovoviviparous e os ovos fertilizados são retidos na matriz oviduto . Ali, os embriões em desenvolvimento, os quais são geralmente em número reduzido, alimentam-se os sacos de gema no primeiro e depois eclodem e se alimentam de nutrientes segregados pelas paredes do oviducto. Os jovens são nascidos em um estado avançado, pronto para viver uma vida independente.





Habitat

Eles são mais comuns no oeste do Indo-Pacífico região e são geralmente encontrados na água relativamente profunda.
Permanece imóvel por longos períodos em recifes de coral, florestas de algas e bancos de areia, aguardando a aproximação de suas presas, as quais captura com um bote rápido.

Postagens populares