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domingo, 17 de agosto de 2008

PEIXE VOADOR



O peixe-voador (Exocoetus volitans) é um PEIXE TELEOSTEO BELONIFORME da família dos EXOCETÍDEOS, geralmente PELÁGICO, de distribuição circuntropical, muito capturado em várias regiões.
Também conhecido como Coió e Cajaleó no nordeste do Brasil. Alimenta-se principalmente de crustáceos e invertebrados planctônicos e abrem as asas sempre que se sentem ameaçados.

ALIMENTAÇÃO

Esses curiosos animais compreendem cerca de 40 espécies de peixes carnívoros e herbívoros da família Exocoetidae, encontrados apenas em mares de águas mornas.

CARACTERISTICAS

Todos eles têm o corpo fino e crescem pouco, atingindo no máximo 45 centímetros A espécie chega a medir até 25 centímetros de comprimento, de corpo alongado, dorso azul-acinzentado, flancos prateados e ventre claro, nadadeiras pélvicas muito curtas, peitorais extremamente desenvolvidas e caudal furcada com lobo inferior maior. Também é conhecida pelos nomes de cajaleó, cajaléu, coió, holandês, pirabebe, santo-antônio, voador-cascudo, voador-de-pedra e voador-de-fundo.

Este peixe teleósteo de cerca de 45 cm de comprimento é conhecido pelos nomes de cajaléu, coró, cóió, peixe-voador, pirabebe, santo-antónio, voador, voador-cascudo, voador-de-fundo e voador-de-pedra, dependendo do lugar onde habita.

ONDE SE LOCALIZAM

É encontrado normalmente nas costas do Mediterrâneo ou do Atlântico, em fundos de areia, cascalho e recifes. Encontrados desde pequenos cardumes a grandes agregações em águas tropicais e sub-tropicais de todos os oceanos. Quando ameaçado, abre as suas barbatanas peitorais como asas para simular mais porte.

Quando o peixe-voador pula para fora d'água para "voar" ele pode atingir uma altura de 6 metros e planar por uma distância de 90 metros.o peixe-voador dos oceanos plana. O corpo afilado, parecido com o do arenque, tem grandes barbatanas peitorais. Estas ficam dobradas quando o peixe nada, e só a cauda é usada. Ao contrário do que se possa imaginar, esses bichos não voam como as aves, batendo asas para cima e para baixo. O que eles fazem, na verdade, é ganhar impulso para dar grandes saltos. Depois, abrem suas barbatanas para planar, ficando no ar por até 15 segundos. Nadando a uma velocidade que alcança 29 km por hora, o peixe sai da água até botar a metade de seu corpo. Nesse momento abre as "asas" e golpeia a água rapidamente com a cauda. Em um segundo alcança a velocidade de decolagem, entre 48 e 88 km por hora. Inicia então um planeio que chega a durar dez segundos e se estende de 1 a 400 m. O único problema é que durante o vôo ele pode ser apanhado por uma ave marinha. No vôo, o mais comum é que as espécies cubram uma distância de, no máximo, 180 metros. Mas em saltos múltiplos os tipos recordistas conseguem planar por 400 metros. Em geral, os peixes utilizam esse recurso para fugir de seus predadores, principalmente tubarões, atuns e golfinhos. O Brasil não tem os tipos tradicionais de peixes-voadores, mas as águas amazônicas abrigam uma espécie parecida: é o peixe-machadinha, que faz vôos bem mais curtos, de 1,50 metro de distância.


ACROBACIA AQUÁTICA

A decolagem atinge 1 metro de altura e pode se prolongar por 180 metros
1. O vôo do peixe-voador é um recurso para escapar de predadores. Ao ser perseguido por um peixe maior, a espécie cruza o mar velozmente com as barbatanas coladas ao corpo, nada para cima e se prepara para voar.
2. Ao atingir a superfície, o peixe dá um impulso final, batendo freneticamente o rabo na água. Quando o empurrão já é suficiente, ele levanta o rabo e decola
3. No ar, o peixe abre as barbatanas, obtendo a sustentação necessária para planar por cima da água. Ele consegue realizar sua decolagem em uma inclinação de 15 graus em relação à superfície líquida.
4. Durante sua aventura aérea, o peixe-voador atinge 1 metro de altura, chegando a voar por até 180 metros em um único vôo ou 400 metros em vôos múltiplos. Mas os passeios são rápidos: costumam durar, em média, de 2 a 15 segundos

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

RECIFES DE CORAIS


Os recifes de coral são sistemas complexos que incluem muitos animais e plantas, para além dos próprios corais, que são animais. Eles providenciam alimento e protecção a uma grande variedade de organismos vivos: trataram-se aliás, ao lado das florestas tropicais, dos sistemas com maior diversidade biológica concentrada.
Para todos nós, seres humanos, uma boa parte dos animais relacionados com os recifes de coral são uma importante fonte de alimento: peixes, carangueijos, lagostas, conchas e amêijoas, vivem permanentemente ou uma parte da sua vida, junto dos recifes de coral.
No entanto, os cientistas de todo o mundo, estão preocupados porque os recifes de coral tem sofido uma grande pressão e como resultado, estão a degradar-se rapidamente.

COMO SE FORMAM

Os recifes de coral crescem na região fótica mares tropicais, de forte ação de ondas, forte o suficiente para manter disponível na coluna d´água alimento e oxigêncio dissolvido. Os recifes de coral também dependem de águas rasas, limpas, mornas e pobres em nutrientes para crescer. Os corais são organismos coloniais que em sua maioria constroem esqueletos calcários. Tais esqueletos são responsáveis pela estrutura rochosa chamada recifes de coral.
O recife de Coral é composto por camadas muito finas de carbonato de cálcio que foram produzidos ao longo de milhares de anos por bilhões de pequeninos animais de corpo mole a que chamamos de pólipos de coral. A maior parte dos corais são constituídos por muitos pólipos juntos num grande grupo ou numa chamada colónia. Um simples pólipo tem um corpo na forma de um tubo com uma boca rodeada de tentáculos que utiliza para capturar pequenas partículas alimentares.
Cada pólipo constrói uma estrutura calcária onde se aloja e vive em conjunto com uma alga que se chama zooxanthelae. É esta alga minuscula responsável pelas core que observamos nos corais como verde, amarelo, azul, lilás, castanho e muitas outras.
Quando os pólipos morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos de calcário que ficam. Assim, quando vemos um recife de coral, apenas a fina camada superficial é que é constituida por pólipos vivos na verdade, um kg de coral pode ter nais de 80.000 pólipos.
Alguns pólipos chegam a medir 20 cm de diâmetro, tal como o coral cogumelo, e a viver independentemente. No entanto, a maior parte dos pólipos são muito pequenos (menos de um cm de diâmetro) e constituem colónias de muitos pólipos juntos tal como uma Acropora ramificada.
Alguns pólipos chegam a medir 20 cm de diâmetro, tal como o coral cogumelo, e a viver independentemente. No entanto, a maior parte dos pólipos são muito pequenos (menos de um cm de diâmetro) e constituem colónias de muitos pólipos juntos tal como uma Acropora ramificada.


FORMAS DOS CORAIS

Os corais podem ser divididos em dois tipos principais. Os corais duros possuem um esquelto exteno rígido e ocorrem numa variedade de tamanhos e fomas tal como se pode ver nas imagens.
Os corais moles as gorgonêas tais como os leques marinhos os chicotes marinhos, não possuem um esqueleto externo e movimentam-se com as correntes. Os recife de coral só crescem em águas pouco profundas, relativamente quentes (mais de 20o C) e transparents. Em Moçambique, existem áreas com essas condições e por isso mesmo, nós temos muitos recifes de coral. Calcula-se que os recifes de coral em Moçambique ocupam uma área de cerca de 1.290 km2, o equivalente a 320 campos de futebol.

ONDE SE LOCALIZAM

Estima-se que os recifes de coral cubram cerca de 284300 Km, com a região do Indo-Pacífico contribuindo com 91,9% do total, e os recifes do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe contribuindo com apenas 7,6% do total.
Os recifes de coral são restritos ou ausentes na costa oeste das Américas, assim como na costa oeste da África. Isso ocorre principalmente devido ao fenômeno da ressurgência e das fortes correntes de águas frias que reduzem a temperatura da água nessas áreas. Também são escassos na costa sul Asiática do Paquistão até o Banglasdesh, bem como ao longo da costa nordeste da América do Sul e Bangladesh por causa do grande aporte de água doce proveniente dos rios Amazonas e Ganges respectivamente.

ATLAS DOS RECIFES DE CORAL NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO BRASILEIRAS
No Brasil, os recifes de coral se distribuem por aproximadamente 3 mil km de costa, do Maranhão ao Sul da Bahia, representando as únicas formações recifais do Atlântico Sul. Nessa área existem 9 unidades de conservação que protegendo uma parcela significativa desses ambientes. Considerando a importância de cada uma delas e preocupada com o atual quadro de degradação ambiental pela qual vêm passando os recifes brasileiros é que a Diretoria de Áreas Protegidas - DAP começou a trabalhar, desde 1999, especificamente com esse ecossistema. Várias iniciativas foram tomadas no intuito de se estabelecer uma Rede de Proteção nos Recifes de Coral. A primeira iniciativa foi desenvolver um projeto, contando com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE e do Projeto Recifes Costeiros, no sentido de se mapear os recifes existentes dentro das diversas unidades de conservação brasileiras. Foi elaborado então o projeto “ESTUDOS NOS RECIFES DE CORAL BRASILEIROS: TREINAMENTO E APLICAÇÃO DE TÉCNICAS DE MAPEAMENTO POR SENSORIAMENTO REMOTO”, que contou com o financiamento externo da iniciativa da Convenção de Ramsar, a Wetlands for the future. Esse projeto propiciou a capacitação de 14 gestores e técnicos para o uso da ferramenta de sensoriamento remoto no mapeamento e gestão das áreas coralíneas e gerou como principal produto o “Atlas dos Recifes de Coral nas Unidades de Conservação Brasileiras”, uma publicação que conta com o ineditismo de ser a primeira vez que se encontram disponibilizados mapas do ambiente recifal brasileiro. A seqüência será a indicação da representatividade desses ambientes sob alguma forma de proteção e identificar novas áreas para a criação de outras unidades de conservação.O Atlas contou com a colaboração de 11 autores e tem no total 39 mapas das 9 unidades envolvidas no projeto. Esse produto foi fruto de um trabalho participativo e conjunto das instituições envolvidas por mais de três anos de trabalho.


TIPOS DE RECIFES

Dependendo da sua forma, tamanho e distância da terra firme, os recifes podem ser classificados como franja, barreira ou atol.Os recifes em franja são formações simples e próximas aos continentes ou a ilhas. Este é o tipo mais comum de recife. Diversas formações em franja ocorrem no Caribe, próximo à Florida e às Bahamas.As barreiras são formações lineares ou semicirculares, separadas do continente por canais. Um exemplo é a Grande Barreira de Corais da Austrália, a maior do mundo, que se estende por mais de mil quilômetros ao longo do litoral australiano.Os atóis são recifes em forma de um grande anel, no centro do qual se forma uma lagoa de água salgada. Os atóis emergem em águas mais distantes dos continentes e geralmente se formam sobre antigos vulcões submersos. Um dos mais conhecidos é o Atol de Bikini, situado no oceano Pacífico e palco de testes nucleares nas décadas de 40 e 50.

RECIFES DE CORAL FAMOSOS

Grande Barreira de Coral, a norte da Austrália.
Grande Barreira de Recife de coral do Belize
Grande Barreira de Recife de Coral do Banco Chinchorro, no Mar das Caraíbas
Recife de coral das Ilhas da Baía, Honduras

QUE BENEFÍCIOS NOS TRAZEM OS RECIFES:

1. Constituem uma barreira contra a força das ondas evitando a erosão;
2. Constituem uma fonte de proteínas para a dieta alimentar da população costeira-calcula-se que num km2 d recife de coal (um quadrado de 1000x1000 metros) se produzem cerca de 30 toneladas de pescado por ano;
3. Providenciam alimento, abrigo e protecção a cerca de um milhão de espécies marinhas, sendo um importante viveiro para os peixes em crescimento;
4. Proporcionam empregos através da pesca e da indústria do turismo;
5. são importante atractivo turístico para os mergulhadores que querem vê-los, filmar e tirar fotografias;
6. São fonte de substâncias com valor medicinal que ajudando a combater várias doenças. Mais recentemente, os corais têm sido utilizados na reconstrução do tecido ósseo nos seres humanos

COMO SÃO DESTRÚIDOS OS RECIFES DE CORAL

Há muitas causas de detruição dos corais, no mundo em geral e em Moçambique em particular. As causas podem ser divididas em causas naturais e causas humanas.
No que diz respeito às causas naturais, pouco podemos fazer: vendavais e tempestades que partem os corais, o aumento da temperatura da água pode causar mortes massivas de corais; noutros casos, os corais são fortemente atacados por predadores naturais como algumas espécies de peixe (os peixes papagaios, alguns peixes borboleta) e estrelas do mar e ouriços.

A AÇÃO DO HOMEM É A QUE MAIS AFECTA NESTE MOMENTO OS RECIFE DE CORAL NO MUNDO:

1. Os corais são partidos e colhidos para serem vendidos aos turistas;
2. Âncoras e óias fixas atiradas sobre os recifes de coral podem destrui-los;
3. Métodos destrutivos de pesca, como a dinamite e os venenos, são usados para a pesca nos recife de coral acabando por destruir outros organismos marinhos;
4. A sobrepesca de algumas espécies com a retirada de demasiados exemplares de apenas uma espécie cria desiquilíbrios entre os seres vivos de um recife de coral;
5. A poluíção das águas que circundam os corais provocada pelos esgotos das cidades, fábricas, pelo combustível dos barcos ou simples lixo podem levar à morte destes organismos.

COMO PODEMOS PROTEGER OS RECIFES DE CORAL?


Como são Protegidos em Moçambique Em Moçambique, não é permitida a colecta, venda e exportação de corais, assim como os métodos de pesca que implicam a utilização de dinamite e venenos.
A autoridade que vela pelos corais em Moçambique é o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. No entanto, quem melhor pode defender os corais da destruição é você, simples cidadão, colector de moluscos ou pescador, turista ou amador, industrial do turismo ou hoteleiro, as autoridades maritimas locais, em suma, todos nós

PROTEGER OS RECIFES DE CORAIS

1. Não comprando nenhum coral, conchas, carapaças de tartaruga, ou outos organismos marinhos à venda nas lojas ou nas praias, desencorage também os seus amigos a faze-lo;
2. Não lançando âncoras e redes de pesca sobre os recifes de coral;
3. Não tocando nos corais quando se mergulha;
4. Não colhendo nenhum organismo quando se mergulha, por muito actrativos que eles possam ser;
5. Não caminhando em cima dos corais;
6. Não deitando lixo ou óleos combústiveis na água do mar;
7. Não utilizando venenos e/ ou dinamite para pescar nos recifes e em qualquer outro lugar do mar;
8. Contribuindo para a demarcação dos recifes que precisam de ser geridos protegidos de uma maneira especial;

9. Ajudando no estabelecimento de áreas de recifes de coral protegidos onde a sua pressão tem sido negativa e de alguma maneira, o recife precisa de recuperar;
10. Ajudando os membros da sua comunidade a terem acesso à informação contida neste panfleto e a distribuir a mensagem deste documento, lendo-o em voz alta para sabem ler;
11. Os recifes de coral precisam de ser protegidos para que possamos tomar benefício de todo o alimento que eles produzem, para que a nossa costa possa ser protegida, para que a indústria do turismo possa crescer em Moçambique, entre outras vantagens.
Os recifes de corais em todo o mundo continuam em constante declínio, sendo que até o ano 2000, 27% de todos os corais estavam definitivamente perdidos, segundo a Rede de Monitoramento Global de Recifes de Coral (GCRMN - Global Coral Reef Monitoring Network). É um declínio causado principalmente pela variação do clima no planeta, dentre outros fatores. Somente em nove meses do fenômeno El Niño e El Niña, foram destruídos nada menos que 16% dos recifais, números alarmantes, mas há ainda a capacidade de regeneração dos corais, o que poderemos considerar que metade poderá se regenerar lentamente, porém os demais estão definitivamente perdidos. Estima-se que 40% irão desaparecer até 2010 e mais 20% em 20 anos.
Mudanças climáticas como esta, furacões, tempestades, dentre outros, alheias à vontade humana, seriam decisivas por si só na continuidade de inúmeras espécies marinhas. Porém há ainda um segundo fator, causador de 11% nas perdas dos recifes - este sim, com uma ação direta do ser humano. A retirada de corais para construções, a pesca com cianeto/dinamite, loteamentos na orla marítima (onde da deposição de sedimentos) e por último, a retira para aquariofilia de corais, amplamente usados hoje nos chamados Mini-Reefs, os famosos aquários marinhos de corais.
Várias ONGs e OGs (organizações não-governamentais e governamentais), tem se dedicado inteiramente ao estudo das causas mais freqüentes de mortes em corais, bem como a conscientização da população e dos governos dos países, onde há incidência de recifes, que só acontecem em uma estreita faixa em todo o globo. Apesar do esforço sobre-humano realizado por estes órgãos, a tragédia por que passam os recifes tende a se alongar por muito tempo ainda.
Um dos maiores complicadores de toda essa situação, é que exatamente em zonas de maior concentração de recifes de corais, encontramos alguns países com má distribuição ou baixíssima renda - que são também as áreas mais afetadas , a exemplo da Arábia/Golfo da Pérsia, Kenya, Tanzânia, Ilhas Seichelles, Maldivas, Chagos, Sri Lanka, wider Indias Ocean, partes do sudeste da Ásia, Vietnam, Filipinas, Taiwan e Palau. Nesses casos vemos ignorância/necessidade/falta de legislação/falta de fiscalização/descaso, mistura altamente explosiva de efeito devastador em qualquer meio ecológico, que levou a extinção milhares de espécies em nosso planeta - não somente de corais, desde a estada do homem na Terra

sábado, 9 de agosto de 2008

RAIAS, ARRAIAS OU PEIXES BATATÓIDES




O QUE SÃO

As raias, arraias ou peixes batóides são
peixes cartilaginosos (Chondrichthyes) marinhos classificados na superordem Bathoidea (ou Rajomorphii) dos Elasmobranchii, que agrupa também os tubarões. As raias têm o corpo achatado dorsiventralmente e, por consequência, as fendas branquiais encontram-se por baixo da cabeça – essa é a principal característica que distingue os peixes batóides dos "verdadeiros" tubarões. Vivem normalmente no fundo do mar (demersais), embora algumas, como a jamanta, sejam pelágicas.

ANATOMIA

Penetrando um pouco mais na anatomia de uma arraia, temos um peixe achatado no sentido dorsoventral com suas barbatanas peitorais expandindo-se e ligando-se à cabeça, gerando formas triangulares, que se assemelham à asas, fato mais notado em arraias de água salgada. Suas nadadeiras são pares, ou seja, atuam como abas móveis que auxiliam na propulsão e na orientação do peixe na água. São dotadas de uma mandíbula móvel e denteada.As raias "típicas" têm as
barbatanas peitorais como uma extensão do corpo, de forma arredondada ou em losango, pelo que se refere ao seu corpo como o "disco". Podem considerar-se neste grupo, não só as verdadeiras raias (com pequenas barbatanas dorsais na extremidade da cauda), mas também os peixes-serra (ver abaixo), os uges ou ratões (com um espinho venenoso na cauda), as raias eléctricas e os peixes-guitarra e mesmo os tubarões-anjos (embora estes tenham as fendas branquiais parcialmente dos lados do corpo).
As arraias possuem ferrões pontiagudos e serrilhados, envolvidos por bainha sob a qual estão as glândulas de veneno. Causam ferimento pérfuro-cortante, com dor desproporcional ao ferimento. Uma variação anatômica que ocorre na arraia jamanta ou peixe-diabo, que pode atingir 5 metros de comprimento, é um par de projeções rígidas que se exteriorizaram formando um tipo de funil, que a auxilia no ato de comer. Sua cauda tem a forma de chicote, sendo que as arraias-lixas possuem filamentos na base da cauda com um potente veneno que é capaz de matar um homem. No entanto, o que as arraias possuem normalmente nas suas caudas são espinhos que são reforçados por cálcio sendo que estes são renovados de 6 em 6 meses. Outro fato curioso está na presença da chamada válvula espiral do intestino. Este dispositivo visa a um aumento da superfície de absorção dos nutrientes pelos intestinos, visto que estes nos peixes cartilaginosos são muito curtos. Sua audição é pouco desenvolvida sendo que seus ouvidos são órgãos de equilíbrio que contém os canais semicirculares que informam ao peixe as mudanças de direção, aceleração e desaceleração, e ainda se está situado corretamente na água. Não há tímpanos para a captação de ondas sonoras.
As raias são muito próximas dos
tubarões, do ponto de vista filogenético, de tal forma que são incluídos na mesma subclasse (Elasmobranchii), por isso a divisão entre raias e tubarões é meramente morfológica. No entanto, alguns autores decidiram agrupá-las na superordem Bathoidea.

REPRODUÇÃO

Os dois sexos copulam, o ovo é fecundado dentro da fêmea e em muitas espécies os alevinos nascem vivos. Os clásperes, já citados, são formados nas partes internas das barbatanas pélvicas e como já explicado são utilizados na fertilização. Este órgão é enrijecido com cartilagem e atua como dilatador para dirigir o esperma dentro da abertura da fêmea. Na cópula ele projeta-se para frente, em ereção, e introduz-se na fêmea, e os sulcos existentes ao longo de suas faces internas formam um tubo através do qual flui o esperma. As arraias ejetam os ovos fertilizados em cápsulas que se tornam rígidas com o contato com a água. Meses depois o alevino emerge da cápsula como uma miniatura dos seus genitores. Mas há arraias que são vivíparas, ou seja, produzem alevinos plenamente formados. O embrião se desenvolve no interior do corpo da fêmea, e se alimenta de amplo saco vitelínico. Este tipo de gestação leva 3 meses, sendo que os neonatos ficam de 4 a 5 dias sob a fêmea. Nas arraias vivíparas, um fato curioso ocorre, pois os alevinos possuem os espinhos ou farpas das suas caudas metidos em uma bainha, impedindo que ocorra algum dano à mãe durante o parto.

CARACTERÍSTICAS

As raias são condríctes (peixes cartilaginosos), ou seja, sua estrutura de sustentação é formada por cartilagem. Atualmente, são conhecidas mais de 950 espécies de peixes cartilaginosos, que se distribuem por todo o mundo, tanto em água salgada quanto doce. Esses peixes podem ser divididos em Holocéfalos (quimeras) e Elasmobrânquios, que por sua vez se dividem em Seláquios (tubarões) e Batóides (raias). Corpo em forma de trapézio, com largura maior que o comprimento, cauda muito longa e fina, armada de um grande ferrão serrilhado (podem também apresentar vários ferrões ou nenhum). Dorso e corpo marrom-escuro ou acinzentado, apresentam uma mancha pálida em frente aos olhos e no meio do focinho. Ventre claro. Podem atingir até 3 metros de comprimento, 2 metros de largura e pesar 100 Kg.

Atualmente, acredita-se que as raias tenham evoluído dos tubarões, tendo assumido a forma achatada por nadar rente ao fundo. Seu tamanho varia de alguns centímetros a quase 8 metros de envergadura nas jamantas. A locomoção das raias se dá através de ondulações laterais do corpo ou por ondulações das nadadeiras peitorais. Algumas raias possuem uma série de espinhos, outras são venenosas e perigosas a mergulhadores. Há também espécies que possuem órgãos elétricos, podendo chegar a descargas elétricas de 240 volts.
Existem aproximadamente 340 espécies de raias no mundo e cerca de 60 ocorrem

HABITAT

Espécie costeira de águas rasas, vivendo junto ao fundo, normalmente arenoso. Quando migram, nadam próximas à superfície. Eventualmente são encontradas em estuários e até mesmo em rios. Ocorrência:
Águas tropicais do Atlântico. Ocorrem em toda a costa brasileira.
No Brasil, não existe antiveneno para o tratamento dos acidentes causados por peixes, inclusive pelas arraias.


ALIMENTAÇÃO

Todas são carnívoras e se alimentam de peixes, crustáceos, moluscos, poliquetas e outros animais marinhos. As maiores, como a raia-gigante e a jamanta, se alimentam de plâncton (pequenos organismos que flutuam na superfície dos mares), pequenos peixes e crustáceos.

ORIGEM

As arraias são peixes fascinantes; as de água doce são originárias da Bacia Amazônica, da Bacia do Prata e dos rios do sistema Orinoco, ou seja, América do Sul. No caso do Brasil, estes peixes localizam-se em maior número no vale médio do Rio Negro no estado do Amazonas, Região Norte. São componentes da antiga classe dos elasmobrânquios sendo que pela taxonomia atual estão inseridas na classe Condrichtyes (do grego chondros = cartilagem, ichthys = peixe), classe esta que ainda inclui os tubarões e as quimeras. Um detalhe curioso mora no fato das arraias, além dos tubarões, figurarem entre os mais primitivos de todos os vertebrados existentes pois há 350 milhões de anos vêm seguindo um rumo solitário na tumultuosa estrada da evolução.


HÁBITOS

Normalmente vivem solitárias, deitadas junto ao fundo. Podem formar pequenos grupos durante a época da migração. Alimentam-se de moluscos, crustáceos e pequenos peixes. Espécie ovovivípara, produz de 2 a 4 filhotes a cada vez.
As arraias não despertam o interesse dos aquaristas justamente pela sua cauda, mas o que a maioria não sabe é que esta é utilizada primariamente para defesa. Muitos relatos foram feitos por pescadores que ao entrarem em algum rio pisam sobre estes seres, devido ao hábito destes animais estarem constantemente enterrados no fundo dos rios, e por um ato de puro reflexo, introduzem a sua cauda geralmente no tornozelo do pescador, sendo que este sentirá uma dor muito aguda que pode ser seguida de vômito, aumento da freqüência cardíaca e se houver alguma infecção ou sangramento deve ser tratado por um profissional da saúde, sendo que o local da picada deve ser observado atentamente para notar se não há nenhum espinho remanescente.
De acordo com o relato de um pescador, seu irmão pisou em uma arraia em um rio de Goiás e viu que a cauda deste peixe possui uma amplitude de movimento de 360° e que a arraia ao ser pisada move esta cauda muito rapidamente e assim acaba por atingir o tornozelo do pescador, na maioria dos casos, na região posterior, atingindo o tendão. Devido à disposição dos espinhos, a cauda ao entrar no tornozelo rasga os músculos e ao sair continua rasgando. O pescador relatou que “a carne apodrece”. Deste modo, o manuseio com estes animais deve ser de extrema cautela. Sua pele é formada por escamas em forma de placas; possuem esqueleto totalmente constituído por cartilagem, o que as torna mais leves; suas guelras ou brânquias estão enfileiradas duplamente em número de cinco na face abdominal do corpo; outra abertura existente, além da boca ventral, é chamada espiráculo e aparece como um orifício com forma redonda na face superior do corpo, atrás dos olhos, provido de uma válvula de retenção que se abre e fecha quando o peixe respira. Deste modo o fluxo de água é de cima para baixo, ou seja, entra pelo espiráculo e sai pelas fendas branquiais. Sua visão é pouco aguçada e seus olhos são laterais e desprovidos de pálpebras; os machos possuem um par de clásperes, que

ARRAIAS ELÉTRICAS

Algumas espécies de arraias possuem a capacidade de emitir choques elétricos. Os órgãos elétricos situam-se nas asas, com inervação oriunda do cérebro, sendo que estes órgãos são formados a partir de fibras musculares modificadas.Sua composição é de uma série de eletroplacas que são células em forma de disco, sendo que cada uma está encerrada em um compartimento de tecido conjuntivo, com nervos de um lado e irrigação sangüínea do outro, sendo que é esta irrigação que libera a descarga elétrica que é gerada por uma reação química.
As arraias-torpedos, que são as que possuem os maiores e mais potentes desses órgãos elétricos. Uma arraia deste tipo pode possuir até 1.050 eletroplacas em cada lado do corpo e pode emanar uma descarga de 220 volts, que vai do ventre para o dorso, estando o lado vascularizado localizado na parte superior.A partir de agora, serei mais específico sobre os cuidados para com este peixe em aquários.

Existe uma espécie de jamanta do
Oceano Atlântico, conhecida em Cabo Verde como "gavião-do-mar", em inglês como Lusitanian cownose ray e em espanhol, Gavilán lusitánico (Rhinoptera marginata).
Existe apenas umas família de raias que habitam
água doce, principalmente em rios da América Central e América do Sul, a família Potamotrygonidae, cujos representantes têm também um espinho venenoso na cauda. O Tratamento deve objetivar o alívio da dor, o combate dos efeitos do veneno e a prevenção de infecção secundária. O ferimento deve ser prontamente lavado com água ou solução fisiológica. Em seguida, imergir em água quente (temperatura suportável entre 30 a 45º C), ou colocar sobre a parte ferida compressa morna durante 30 a 60 minutos.



CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Abaixo uma lista das ordens reconhecidas de raias (ver também texto acima). No entanto, na
FishBase encontra-se uma classificação diferente. Ver também a classificação patente na página Chondrichthyes.
Ordem
Batidoidimorpha ou Rajiformes - raias verdadeiras
Família
Anacanthobatidae
Família
Dasyatidae. Conhecida pelos espinhos venenosos de sua cauda; eles contém um veneno que causa dor e pode causar sintomas como náusea, vômito, febre, calafrios, paralisia, desmaio, taquicardia e hipotensão (dependendo da espécie). Aliás, as toxinas de algumas espécies podem ser fatais para os seres humanos.
Família
Gymnuridae
Família
Hexatrygonidae
Família
Myliobatidae. As maiores raias, incluindo a gigantesca raia jamanta. A maioria tem um espinho venenoso.
Família
Plesiobatidae
Família
Potamotrygonidae
Família
Rajidae
Família
Rhinobatidae. Tem uma estrutura corporal similar à dos peixes serra, porém não são parentes próximos.
Família
Urolophidae
Ordem
Myliobatiformes - jamantas
Ordem
Pristiformes - peixes-serra
Ordem
Torpediniformes - raias eléctricas
Ordem
Squatiniformes - tubarões-anjos

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