domingo, 14 de abril de 2013

BAIACÚ



Filo: ChordataClasse: PiscesOrdem: TetraodonifomesFamília: DiodontidaeEpécie: Diodon hystrix



Nome Popular: Baiacu, peixe-porco-espinho, baiacu-de-espinho, baiacu-de-chifre, baiacu chifrudo, peixe balãoCaracterísticas
Comprimento: até 80 cm.

Alimentação: moluscos e crustáceos.
As espécies pertencentes à primeira família possuem uma placa (dente) inteiriça no maxilar superior e duas no inferior; as pertencentes à segunda família, por sua vez, possuem duas placas em cada um dos maxilares; enquanto que os pertencentes à terceira família possuem as duas placas inteiriças, tanto no maxilar superior quanto no inferior.



O baiacu não poderia receber outra denominação: O animal mais inflável do planeta. Também poderia ser chamado de criatura que mais recebe nomes, por ser um peixe considerado muito bizarro e por ser cosmopolita (é encontrado em todos os lugares). É conhecido como peixe-porco-espinho, baiacu-de-espinho, baiacu-de-chifre, baiacu chifrudo e peixe balão. Nome é o que não falta!  
 Todos esses nomes, apelidos e denominações se referem aos mecanismos de defesa deste peixinho e a sua capacidade de expansão. Quando está calmo, ele parece um peixe comum, mas quando é atacado infla repentinamente até se tornar uma enorme esfera coberta de espinhos, três vezes maior que seu tamanho original.
“Baiacu” é, na realidade, um nome popular dado a cerca de 150 espécies de peixes capazes de inflar o corpo quando se sentem ameaçados. Estes pertencem a três famílias: Triodontídeos,Tetraodontídeos e Diodontídeos.
Os baiacus são peixes bonitinhos e engraçados. Seus grandes olhos, para a frente, e cara redonda, em contraste com as nadadeiras peitorais, em forma de orelhas flutuantes, dão-lhe um aspecto amistoso. Porém os baiacus têm dentes muito úteis, fundindo-se num bico afiado com o qual picam até alimentos bem protegidos como as cracas, caracóis marítimos, caranguejos e vermes tubiformes, e até dedos de quem não se cuide ao manipulá-lo. Apesar de engraçadinho possui um dos venenos mais mortais encontrados na natureza. 
Os peixes pertencentes à família dos Diodontídeos são chamados de baiacus-de-espinho, devido aos espinhos grandes, grossos e triangulares que possuem ao longo de todo o corpo. Eles ficam mais visíveis a ameaçadores quando o animal infla, o que contribui para a intimidação dos predadores.
Assim que pressente o perigo, o baiacu começa a ingerir ar ou água: as pregas do seu estômago começam a se abrir, a pele se expande e as escamas se abrem como espinhos. Esse fenômeno ocorre graças a adaptações morfológicas de seu estômago – que sem função digestiva, fica dobrado em inúmeras preguinhas microscópicas – e também à sua estrutura esquelética: o baiacu possui a espinha dorsal, mas muito de seus ossos desapareceram especialmente as costelas.  Em cada maxilar, os dentes são unidos formando uma placa.
Outros peixes não costumam atacá-lo. Além de os espinhos serem temidos, O veneno, tetraodontoxin, é um alcalóide encontrado em alguns cogumelos silvestres. Os sintomas após a ingestão de baiacus e cogumelo Death Cap são semelhantes.   O resultado, de qualquer um dos dois, pode ser fatal.  A substância, altamente tóxica, é denominada “Tetrodotoxina” e fica armazenada em uma pequena bolsa situada junto ao aparelho digestivo do peixe. A Tetrodotoxina é uma neurotoxina 1.200 vezes mais mortal do que o cianeto. Apenas dois gramas dela são suficientes para matar uma pessoa. Já a quantidade total encontrada em único peixe é capaz de vitimar fatalmente 30 pessoas. A substância não é fabricada pelos baiacus, mas por bactérias que ficam alojadas nos peixes.
 Encaixadas numa pele muito dura e espinhosa, sem nenhuma aparência aerodinâmica, nadam pachorramente como se não tivessem medo de ninguém.  Eles possuem um sistema de defesa exclusivo, um estômago ou bexiga falsos que podem inflar, engolindo água ou ar, numa série de rápidos goles.  Quando um baiacu assustado incha, seus espinhos ficam eriçados, de modo que um peixe completamente inchado transforma-se num balão espinhoso vivo, o que o torna impossível de ser engolido pela maioria de seus predadores.
Muito comum em águas costeiras, o baiacu prefere ambientes de recifes de corais, embora seja encontrado desde os costões das ilhas oceânicas até os estuários e mangues. 


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