quinta-feira, 4 de setembro de 2008

BAGRE MARINUS


Existem vários representantes da família Ariidae em águas brasileiras, tendo os bagres marinhos, maior importância para a pesca esportiva e comercial, alcançando maiores tamanhos e possuindo maior diversidade.
Os bagres da família Ariidae apresentam distribuição circumglobal, habitando regiões litorâneas, estuarinas e rios de regiões tropicais e temperadas. A maioria das espécies ocorre em áreas costeiras rasas e em estuários. Espécies exclusivamente marinhas podem ser encontradas em profundidades superiores a 100 m, enquanto outras ocorrem somente em água doce. Característico dos bagres marinhos é o hábito apresentado pelos machos de incubar os ovos, que são carregados na cavidade bucal até o final de seu desenvolvimento. As espécies da família Ariidae apresentam morfologia externa bastante uniforme, e a diagnose das mesmas tem sido realizada principalmente com base na forma e disposição das placas de dentes relacionadas ao vômer e das placas acessórias. A utilização dessas estruturas para esse fim, sem o devido conhecimento da variação de sua forma e disposição, tem dificultado a identificação das espécies ou permitido o reconhecimento de espécies novas posteriormente sinonimizadas. A correta
determinação das espécies da família é importante. Atualmente, Ariidae representa um grupo de interesse na pesca comercial, sendo de grande importância em estudos de ecologia de regiões costeiras e, também, objeto de estudos de biologia
. Geralmente em cardumes, vivem no fundo de areia, cascalho e lodo, em canais, rios costeiros, estuários, lagoas salobras, baías e enseadas, onde buscam camarões, caranguejos, moluscos, vermes e alguns peixinhos.


CARACTERÍSTICAS

Os bagres incluídos na família Ariidae são peixes de tamanho médio a grande (200-1200 mm CT); diferenciam-se de espécies pertencentes a outras
famílias da ordem Siluriformes pelas seguintes características: cabeça com escudo cefálico conspícuo, coberto por pele fina na maioria das espécies ou por pele espessa e tecido muscular em outras; barbilhões maxilares e mentais geralmente presentes; aberturas nasais anterior e posterior bem próximas entre si, abertura posterior com uma válvula e sem barbilhões;
olhos com a margem orbital livre ou coberta por pele; placas de dentes relacionadas ao vômer e placas acessórias geralmente presentes; dentes das placas relacionadas ao vômer e placas acessórias cônicos ou molariformes; acúleos das nadadeiras dorsal e peitorais bastante desenvolvidos; nadadeiras pélvicas com seis raios; nadadeira anal com 14 a 40 raios;
nadadeira caudal furcada; linha lateral completa, posteriormente alcançando o lobo superior e/ou
inferior da nadadeira caudal; escamas ausentes.


HÁBITOS
De hábitos preferêncialmente noturnos, possuem corpo liso, sem escamas e coberto de muco, barbilhões ao redor da boca e cor, geralmente, escuro no dorso e branca no ventre. A nadadeira dorsal e as duas peitorais, possuem um forte espinho, afiado, pontudo e serrilhado, que pode causar sérios ferimentos, principalmente pela infecção causada, se a ferida não for muito bem lavada e desinfetada imediatamente após o acidente.

Bagre Bandeira
Descrição:

Peixe de couro; corpo achatado, como na maioria dos peixes de hábitos bentônicos; nadadeiras peitorais e dorsal com três espinhos. A coloração varia do cinza azulado ao amarelo. Os maiores exemplares alcançam 1m de comprimento total e cerca de 5kg. A família só tem representantes na costa do oceano Atlântico.

Ecologia:

Freqüenta as praias, estuários, manguezais, foz de rios e entram na água doce para desovar. Não é encontrado em águas muito profundas, em geral até 50m. Normalmente forma grupos de 5 a 100 indivíduos. Alimenta-se de pequenos peixes e animais bentônicos. Após a desova, os machos incubam os ovos na boca. É um peixe de hábito crepuscular e noturno, mas, nas águas turvas, é possível capturá-lo durante o dia. Tem certa importância comercial, principalmente na região Sudeste. Os grandes exemplares são capturados pela pesca esportiva, na modalidade de arremesso

Ameaças –
poluição e destruição do habitat.
Bagre-bandeira(bagre marinus), ou bagre bagre, tem longos filamentos nas nadadeiras peitorais e dorsal. Chega a 1 metro e a pesar mais de 6 kg.

BAGRE AFRICANO

Nome Científico: Clarias gariepinus
Local de Origem: Continente Africano
Generalidades: Espécie predadora que foi introduzida na aqüicultura brasileira
provocando muitas controvérsias. Sua criação foi proibida pelo IBAMA.
Permanece longo tempo vivo fora d’água, cavando tocas nos locais onde habita.
Por ser uma espécie agressiva, interfere no comportamento de outros peixes
que são mantidos no mesmo ambiente. Esta característica tem causado transtornos
aos donos de pesqueiros que após misturar esta espécie com outras, observam uma
diminuição na pesca. Algumas espécies de bagres possuem dimorfismo sexual,
representado pela existência de pênis vestigial na região genital.

BAGRE AMERICANO
Nome Científico: Ictalurus punctatus
Local de Origem: Bacia do rio Mississipi - EUA
Generalidades: Esta espécie constitui-se a base da piscicultura norte-americana.
Foram desenvolvidas tecnologias de cultivo, processamento e venda, a
chamada indústria do “catfish”, que permitiram oferecer ao consumidor americano
um produto de boa qualidade, preço competitivo e em diferentes formas para
preparo culinário. Vem sendo criado no Brasil como “peixe de inverno”,
sendo uma alternativa para os pesque-pague.

Bagre-amarelo(cathorops spixii), muito comum, apresenta cor amarelada em geral e tamanho reduzido, alcançando em média os 30 cm.

Bagre-cabeçudo(Arius grandicassis), Comum em toda costa brasileira, pode atingir 1 m de comprimento e a pesar mais de 5 kg.


Bagre-branco(Arius barba) similar ao anterior, muito comum nas águas do sul do Brasil.

Há numerosas espécies no Norte e Nordeste, todas com grande importância para a região. A classificação ciêntífica destes peixes ainda é um pouco confusa e sua distribuição não muito bem conhecida, havendo várias espécies com superposições geográficas.

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