sexta-feira, 15 de agosto de 2008

RECIFES DE CORAIS


Os recifes de coral são sistemas complexos que incluem muitos animais e plantas, para além dos próprios corais, que são animais. Eles providenciam alimento e protecção a uma grande variedade de organismos vivos: trataram-se aliás, ao lado das florestas tropicais, dos sistemas com maior diversidade biológica concentrada.
Para todos nós, seres humanos, uma boa parte dos animais relacionados com os recifes de coral são uma importante fonte de alimento: peixes, carangueijos, lagostas, conchas e amêijoas, vivem permanentemente ou uma parte da sua vida, junto dos recifes de coral.
No entanto, os cientistas de todo o mundo, estão preocupados porque os recifes de coral tem sofido uma grande pressão e como resultado, estão a degradar-se rapidamente.

COMO SE FORMAM

Os recifes de coral crescem na região fótica mares tropicais, de forte ação de ondas, forte o suficiente para manter disponível na coluna d´água alimento e oxigêncio dissolvido. Os recifes de coral também dependem de águas rasas, limpas, mornas e pobres em nutrientes para crescer. Os corais são organismos coloniais que em sua maioria constroem esqueletos calcários. Tais esqueletos são responsáveis pela estrutura rochosa chamada recifes de coral.
O recife de Coral é composto por camadas muito finas de carbonato de cálcio que foram produzidos ao longo de milhares de anos por bilhões de pequeninos animais de corpo mole a que chamamos de pólipos de coral. A maior parte dos corais são constituídos por muitos pólipos juntos num grande grupo ou numa chamada colónia. Um simples pólipo tem um corpo na forma de um tubo com uma boca rodeada de tentáculos que utiliza para capturar pequenas partículas alimentares.
Cada pólipo constrói uma estrutura calcária onde se aloja e vive em conjunto com uma alga que se chama zooxanthelae. É esta alga minuscula responsável pelas core que observamos nos corais como verde, amarelo, azul, lilás, castanho e muitas outras.
Quando os pólipos morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos de calcário que ficam. Assim, quando vemos um recife de coral, apenas a fina camada superficial é que é constituida por pólipos vivos na verdade, um kg de coral pode ter nais de 80.000 pólipos.
Alguns pólipos chegam a medir 20 cm de diâmetro, tal como o coral cogumelo, e a viver independentemente. No entanto, a maior parte dos pólipos são muito pequenos (menos de um cm de diâmetro) e constituem colónias de muitos pólipos juntos tal como uma Acropora ramificada.
Alguns pólipos chegam a medir 20 cm de diâmetro, tal como o coral cogumelo, e a viver independentemente. No entanto, a maior parte dos pólipos são muito pequenos (menos de um cm de diâmetro) e constituem colónias de muitos pólipos juntos tal como uma Acropora ramificada.


FORMAS DOS CORAIS

Os corais podem ser divididos em dois tipos principais. Os corais duros possuem um esquelto exteno rígido e ocorrem numa variedade de tamanhos e fomas tal como se pode ver nas imagens.
Os corais moles as gorgonêas tais como os leques marinhos os chicotes marinhos, não possuem um esqueleto externo e movimentam-se com as correntes. Os recife de coral só crescem em águas pouco profundas, relativamente quentes (mais de 20o C) e transparents. Em Moçambique, existem áreas com essas condições e por isso mesmo, nós temos muitos recifes de coral. Calcula-se que os recifes de coral em Moçambique ocupam uma área de cerca de 1.290 km2, o equivalente a 320 campos de futebol.

ONDE SE LOCALIZAM

Estima-se que os recifes de coral cubram cerca de 284300 Km, com a região do Indo-Pacífico contribuindo com 91,9% do total, e os recifes do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe contribuindo com apenas 7,6% do total.
Os recifes de coral são restritos ou ausentes na costa oeste das Américas, assim como na costa oeste da África. Isso ocorre principalmente devido ao fenômeno da ressurgência e das fortes correntes de águas frias que reduzem a temperatura da água nessas áreas. Também são escassos na costa sul Asiática do Paquistão até o Banglasdesh, bem como ao longo da costa nordeste da América do Sul e Bangladesh por causa do grande aporte de água doce proveniente dos rios Amazonas e Ganges respectivamente.

ATLAS DOS RECIFES DE CORAL NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO BRASILEIRAS
No Brasil, os recifes de coral se distribuem por aproximadamente 3 mil km de costa, do Maranhão ao Sul da Bahia, representando as únicas formações recifais do Atlântico Sul. Nessa área existem 9 unidades de conservação que protegendo uma parcela significativa desses ambientes. Considerando a importância de cada uma delas e preocupada com o atual quadro de degradação ambiental pela qual vêm passando os recifes brasileiros é que a Diretoria de Áreas Protegidas - DAP começou a trabalhar, desde 1999, especificamente com esse ecossistema. Várias iniciativas foram tomadas no intuito de se estabelecer uma Rede de Proteção nos Recifes de Coral. A primeira iniciativa foi desenvolver um projeto, contando com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE e do Projeto Recifes Costeiros, no sentido de se mapear os recifes existentes dentro das diversas unidades de conservação brasileiras. Foi elaborado então o projeto “ESTUDOS NOS RECIFES DE CORAL BRASILEIROS: TREINAMENTO E APLICAÇÃO DE TÉCNICAS DE MAPEAMENTO POR SENSORIAMENTO REMOTO”, que contou com o financiamento externo da iniciativa da Convenção de Ramsar, a Wetlands for the future. Esse projeto propiciou a capacitação de 14 gestores e técnicos para o uso da ferramenta de sensoriamento remoto no mapeamento e gestão das áreas coralíneas e gerou como principal produto o “Atlas dos Recifes de Coral nas Unidades de Conservação Brasileiras”, uma publicação que conta com o ineditismo de ser a primeira vez que se encontram disponibilizados mapas do ambiente recifal brasileiro. A seqüência será a indicação da representatividade desses ambientes sob alguma forma de proteção e identificar novas áreas para a criação de outras unidades de conservação.O Atlas contou com a colaboração de 11 autores e tem no total 39 mapas das 9 unidades envolvidas no projeto. Esse produto foi fruto de um trabalho participativo e conjunto das instituições envolvidas por mais de três anos de trabalho.


TIPOS DE RECIFES

Dependendo da sua forma, tamanho e distância da terra firme, os recifes podem ser classificados como franja, barreira ou atol.Os recifes em franja são formações simples e próximas aos continentes ou a ilhas. Este é o tipo mais comum de recife. Diversas formações em franja ocorrem no Caribe, próximo à Florida e às Bahamas.As barreiras são formações lineares ou semicirculares, separadas do continente por canais. Um exemplo é a Grande Barreira de Corais da Austrália, a maior do mundo, que se estende por mais de mil quilômetros ao longo do litoral australiano.Os atóis são recifes em forma de um grande anel, no centro do qual se forma uma lagoa de água salgada. Os atóis emergem em águas mais distantes dos continentes e geralmente se formam sobre antigos vulcões submersos. Um dos mais conhecidos é o Atol de Bikini, situado no oceano Pacífico e palco de testes nucleares nas décadas de 40 e 50.

RECIFES DE CORAL FAMOSOS

Grande Barreira de Coral, a norte da Austrália.
Grande Barreira de Recife de coral do Belize
Grande Barreira de Recife de Coral do Banco Chinchorro, no Mar das Caraíbas
Recife de coral das Ilhas da Baía, Honduras

QUE BENEFÍCIOS NOS TRAZEM OS RECIFES:

1. Constituem uma barreira contra a força das ondas evitando a erosão;
2. Constituem uma fonte de proteínas para a dieta alimentar da população costeira-calcula-se que num km2 d recife de coal (um quadrado de 1000x1000 metros) se produzem cerca de 30 toneladas de pescado por ano;
3. Providenciam alimento, abrigo e protecção a cerca de um milhão de espécies marinhas, sendo um importante viveiro para os peixes em crescimento;
4. Proporcionam empregos através da pesca e da indústria do turismo;
5. são importante atractivo turístico para os mergulhadores que querem vê-los, filmar e tirar fotografias;
6. São fonte de substâncias com valor medicinal que ajudando a combater várias doenças. Mais recentemente, os corais têm sido utilizados na reconstrução do tecido ósseo nos seres humanos

COMO SÃO DESTRÚIDOS OS RECIFES DE CORAL

Há muitas causas de detruição dos corais, no mundo em geral e em Moçambique em particular. As causas podem ser divididas em causas naturais e causas humanas.
No que diz respeito às causas naturais, pouco podemos fazer: vendavais e tempestades que partem os corais, o aumento da temperatura da água pode causar mortes massivas de corais; noutros casos, os corais são fortemente atacados por predadores naturais como algumas espécies de peixe (os peixes papagaios, alguns peixes borboleta) e estrelas do mar e ouriços.

A AÇÃO DO HOMEM É A QUE MAIS AFECTA NESTE MOMENTO OS RECIFE DE CORAL NO MUNDO:

1. Os corais são partidos e colhidos para serem vendidos aos turistas;
2. Âncoras e óias fixas atiradas sobre os recifes de coral podem destrui-los;
3. Métodos destrutivos de pesca, como a dinamite e os venenos, são usados para a pesca nos recife de coral acabando por destruir outros organismos marinhos;
4. A sobrepesca de algumas espécies com a retirada de demasiados exemplares de apenas uma espécie cria desiquilíbrios entre os seres vivos de um recife de coral;
5. A poluíção das águas que circundam os corais provocada pelos esgotos das cidades, fábricas, pelo combustível dos barcos ou simples lixo podem levar à morte destes organismos.

COMO PODEMOS PROTEGER OS RECIFES DE CORAL?


Como são Protegidos em Moçambique Em Moçambique, não é permitida a colecta, venda e exportação de corais, assim como os métodos de pesca que implicam a utilização de dinamite e venenos.
A autoridade que vela pelos corais em Moçambique é o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. No entanto, quem melhor pode defender os corais da destruição é você, simples cidadão, colector de moluscos ou pescador, turista ou amador, industrial do turismo ou hoteleiro, as autoridades maritimas locais, em suma, todos nós

PROTEGER OS RECIFES DE CORAIS

1. Não comprando nenhum coral, conchas, carapaças de tartaruga, ou outos organismos marinhos à venda nas lojas ou nas praias, desencorage também os seus amigos a faze-lo;
2. Não lançando âncoras e redes de pesca sobre os recifes de coral;
3. Não tocando nos corais quando se mergulha;
4. Não colhendo nenhum organismo quando se mergulha, por muito actrativos que eles possam ser;
5. Não caminhando em cima dos corais;
6. Não deitando lixo ou óleos combústiveis na água do mar;
7. Não utilizando venenos e/ ou dinamite para pescar nos recifes e em qualquer outro lugar do mar;
8. Contribuindo para a demarcação dos recifes que precisam de ser geridos protegidos de uma maneira especial;

9. Ajudando no estabelecimento de áreas de recifes de coral protegidos onde a sua pressão tem sido negativa e de alguma maneira, o recife precisa de recuperar;
10. Ajudando os membros da sua comunidade a terem acesso à informação contida neste panfleto e a distribuir a mensagem deste documento, lendo-o em voz alta para sabem ler;
11. Os recifes de coral precisam de ser protegidos para que possamos tomar benefício de todo o alimento que eles produzem, para que a nossa costa possa ser protegida, para que a indústria do turismo possa crescer em Moçambique, entre outras vantagens.
Os recifes de corais em todo o mundo continuam em constante declínio, sendo que até o ano 2000, 27% de todos os corais estavam definitivamente perdidos, segundo a Rede de Monitoramento Global de Recifes de Coral (GCRMN - Global Coral Reef Monitoring Network). É um declínio causado principalmente pela variação do clima no planeta, dentre outros fatores. Somente em nove meses do fenômeno El Niño e El Niña, foram destruídos nada menos que 16% dos recifais, números alarmantes, mas há ainda a capacidade de regeneração dos corais, o que poderemos considerar que metade poderá se regenerar lentamente, porém os demais estão definitivamente perdidos. Estima-se que 40% irão desaparecer até 2010 e mais 20% em 20 anos.
Mudanças climáticas como esta, furacões, tempestades, dentre outros, alheias à vontade humana, seriam decisivas por si só na continuidade de inúmeras espécies marinhas. Porém há ainda um segundo fator, causador de 11% nas perdas dos recifes - este sim, com uma ação direta do ser humano. A retirada de corais para construções, a pesca com cianeto/dinamite, loteamentos na orla marítima (onde da deposição de sedimentos) e por último, a retira para aquariofilia de corais, amplamente usados hoje nos chamados Mini-Reefs, os famosos aquários marinhos de corais.
Várias ONGs e OGs (organizações não-governamentais e governamentais), tem se dedicado inteiramente ao estudo das causas mais freqüentes de mortes em corais, bem como a conscientização da população e dos governos dos países, onde há incidência de recifes, que só acontecem em uma estreita faixa em todo o globo. Apesar do esforço sobre-humano realizado por estes órgãos, a tragédia por que passam os recifes tende a se alongar por muito tempo ainda.
Um dos maiores complicadores de toda essa situação, é que exatamente em zonas de maior concentração de recifes de corais, encontramos alguns países com má distribuição ou baixíssima renda - que são também as áreas mais afetadas , a exemplo da Arábia/Golfo da Pérsia, Kenya, Tanzânia, Ilhas Seichelles, Maldivas, Chagos, Sri Lanka, wider Indias Ocean, partes do sudeste da Ásia, Vietnam, Filipinas, Taiwan e Palau. Nesses casos vemos ignorância/necessidade/falta de legislação/falta de fiscalização/descaso, mistura altamente explosiva de efeito devastador em qualquer meio ecológico, que levou a extinção milhares de espécies em nosso planeta - não somente de corais, desde a estada do homem na Terra

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