domingo, 17 de agosto de 2008

OURIÇOS DO MAR


Os ouriços-do-mar pertencem ao filo Echinodermata e à classe Echinoidea. Esta espécie possui espinhos que variam entre as cores roxa, verde e azul. Habita principalmente substratos arenosos e areno-lodosos, mas também pode ser encontrado sobre rochas. Alimenta-se sobretudo de algas. Freqüentemente recobre-se com detritos como algas, conchas, pedras, etc. Ocorre desde a Carolina do Norte (EUA) até o Rio Grande do Sul, no Brasil.
Há 600 milhões de anos, o mar já estava povoado de vários tipos de invertebrados. Nessa época surgiram muitos filos de invertebrados, entre os quais vários com esqueleto: os moluscos, os artrópodes e os equinodermos. É o que atestam fósseis encontrados em vários locais de todo o planeta.
Os primeiros equinodermos possuíam um pedúnculo (uma coluna fixa no chão), e da estrutura central, na face superior, saíam cinco braços que poderiam ser ramificados. Esses animais eram parentes dos crinóides e podiam atingir até vinte metros de comprimento. É uma espécie muito abundante em nossa costa, predominantemente litorânea e freqüentemente encontrada dentro de locas escavadas em rochas, em regiões de mar calmo ou batido. Alimenta-se de algas e animais incrustrantes. Ocorre desde a Flórida até o sul do Brasil, bem como em regiões costeiras de ilhas, tais como Antilhas, Bermudas, Ascenção, Santa Helena e Angola .
Desempenha um papel muito importante nos processos bioerosivos e como regulador fitobentônico em ambientes recifais.
Alimentam-se de plantas marinhas, matéria animal morta e pequenos organismos e também ingerem areia ou lodo para extrair a matéria orgânica contida. São consumidos como alimento por pescadores, por população de baixa renda, e também vendido por preços elevados em restaurantes de origem européia e asiáticas. Costumam causar alguns transtornos como desabamentos das rochas e/ou consumo das algas calcáreas. Os ouriços-do-mar são animais indefesos e lentos. Ele é incapaz de lançar seus espinhos, que são fixos no corpo e, quando arrancados, causam sérios danos ao animal".

ANATOMIA

O ouriço-do-mar, possui corpo quase esférico e coberto de espinhos duros e móveis. Entre os espinhos há pequenos prolongamentos denominados pedicelárias. Na extremidade das pedicelárias existem pequenas pinças com as quais o animal recolhe pequenos animais que ficam sobre seu corpo. No ouriço-do-mar, as pedicelárias possuem glândulas de veneno. Os ouriços do mar não têm olhos, ouvidos nem nariz, mas eles têm os genes que os seres humanos têm para a visão, a audição e para o olfacto. Na superfície do corpo do ouriço-do-mar existem também os pés ambulacrários, por meio dos quais o animal se locomove. Os pés ambulacrários são projeções de um complexo sistema interno de canais que formam o chamado sistema ambulacrário. Não existe nos outros seres vivos sistema semelhante ao ambulacrário. Esse sistema começa com uma placa perfurada, situada no dorso do animal, por onde a água do mar penetra em seu corpo. A água passa por um sistema de canais dentro do animal e vai até os pés ambulacrários. Quando a musculatura existente nesses pés se relaxa, a água penetra neles, distendendo-os e quando ela se contrai, a água volta para o interior dos canais e os pés se recolhem. Esse movimento de distensão e recolhimento dos pés é que permite a locomoção do animal. Eles nunca nadam, apenas andam. Suas larvas flutuam levadas pelas correntes.

SUSTENTAÇÃO E LOCOMOÇÃO

Possuem endoesqueleto de placas calcáreas móveis (articuladas) ou fixas, freqüentemente com espinhos. As placas podem ser macroscópicas, distribuídas pelo corpo, constituir uma carapaça muito resistente. Nestes animais, a locomoção é lenta e é feita pelos pés ambulacrários e ainda por espinhos movidos por músculos. Os ouriços-do-mar têm corpo globoso e simetria radial, a qual lhes permitem tomar contacto com todas as direções do espaço, compensando a pouca mobilidade desses animais. Têm espinhos móveis de tamanho variado, presos a uma carapaça calcária rígida, cujo diâmetro varia de 7 a 15cm . Os espinhos apresentam-se na proporção de 1/5 a 3 vezes o tamanho da carapaça e com cor variada entre as espécies, como preto, lilás, branco, marrom e amarelo, dentre outras. Da carapaça saem também projeções tubulares, cujas extremidades apresentam ventosas (pés ambulacrários) ou pinças (pedicelárias). Os ouriços apresentam um aparelho raspador com estrutura interna complexa, denominada lanterna de Aristóteles, cujas extremidades estão expostas na face oral na forma de cinco dentes brancos. Echinometra lucunter tem carapaça com diâmetro máximo de 15cm com proporção dos espinhos de, no máximo, 1/4 do tamanho da carapaça. A coloração dos espinhos dos indivíduos que ocorrem em Salvador e arredores varia do preto ao roxo.

NUTRIÇÃO E DIGESTÃO

O sistema digestivo é completo, exceto nos ofiúros. Os ouriços-do-mar alimentam-se de algas, que são trituradas pelos cinco dentes calcários, que formam a lanterna de Aristóteles. Artêmia viva, anfípodes, copépodes, zoobentos, microcrustáceos do aquário, microalgas, esponjas, pedaços de peixe, camarão, carne, congelados, patê.

CIRCULAÇÃO

Não possuem coração nem mesmo sistema circulatório típico. Existe, porém, um reduzido sistema de canais (canais pseudohemais), com disposição radial, onde circula um líquido incolor contendo amebócitos.

RESPIRAÇÃO

A respiração por difusão ocorre no sistema ambulacrário. No ouriço-do-mar existem diminutas e ramificadas brânquias dérmicas.

EXCREÇÃO

Não existe nenhum órgão especializado. Os catobólitos são levados por amebócitos aos pés ambulacrários, hidropulmões ou a qualquer estruturas exposta à água, que os elimina por difusão.

SISTEMA NERVOSO

Não há gânglios, mas sim um anel nervoso próximo à região oral, de onde saem nervos radiais.

SENTIDOS

Possuem células táteis na superfície do corpo. Na extremidade dos braços das estrelas-do-mar existem células fotorreceptoras.

REPRODUÇÃO

São animais de sexos separados e de fecundação externa. Os órgãos sexuais são simples, existindo, geralmente, apenas gônadas sem ductos genitais. O desenvolvimento é indireto, aparecendo em cada classe um tipo característico de larva: pluteus (ofiúros e ouriço. A simetria é bilateral nas larvas, passando a radial nos animais adultos. A reprodução assexuada aparece em algumas larvas que se autodividem. As espécies de ouriço-do-mar são dióicas, ou seja, cada indivíduo produz apenas um tipo de gameta (espermatozóide ou óvulo) mas poucos apresentam dimorfismo sexual. Os gametas são lançados no ambiente e se atraem quimicamente para ocorrer a fecundação e formação do zigoto. Este geralmente se desenvolve externamente, embora haja espécies que incubem seus ovos. O desenvolvimento é indireto, com formação de uma larva equinoplúteo, caracterizada por apresentar braços, os quais desaparecem com a metamorfose. Echinometra lucunter é dióica, com fecundação e desenvolvimento externo e indireto. Os ouriços-do-mar são animais de sexos separados e de fecundação externa, na altura da reprodução, as fêmeas libertam para a água do mar os óvulos e os machos libertam os espermatozóides. Os óvulos produzem uma substância química que atrai os espermatozóides da mesma espécie, e é graças a este mensageiro químico que é possível, no mar, os espermatozóides encontrarem os óvulos certos! O desenvolvimento é indirecto, depois da fecundação forma-se um ovo ou zigoto que se multiplica para originar uma larva nadadora. Mais tarde, esta lava origina um ouriço-do-mar.


ONDE SE LOCALIZAM

Os ouriços-do-mar são animais bentônicos, ou seja, vivem associados ao substrato do seu ambiente. São encontrados em depressões nas rochas, formadas pela ação de seus espinhos e, principalmente, do aparelho raspador (lanterna-de-Aristóteles). Habitam a zona entremarés e infralitoral podendo ser encontrados até acerca de 600m de profundidade. Echinometra lucunter é típico da zona entremarés de praias rochosas, sobretudo na região de arrebentação, mas pode viver até a 40m de profundidade.

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