sábado, 26 de julho de 2008

OS GOLFINHOS




CARACTERISTICAS


Também chamado de "delfim", o golfinho é um mamífero perfeitamente adequado para viver no mar, podem mergulhar a bastante profundidade e se alimentam de peixes e sobretudo de lulas. Nos aquários aprendem a alimentar-se. Podem viver de 25 a 30 anos. É possível treiná-lo e executar grande variedade de tarefas - algumas de certa complexidade. Outra característica que torna o golfinho interessante, é a sua capacidade de brincar. Nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas - alimentação, reprodução e proteção.Viver em grupos e sua inteligência são traços característicos. Todos são nadadores privilegiados e, às vezes, saltam até cinco metros acima da água. Podem nadar a uma velocidade de 61 km/h. Os golfinhos são extremamente rápidos no acto de nadar, sendo possível atingir os 60 Km/h e saltam até 5 metros acima da água, levando vantagem sobre os seus predadores. A vida social é extremamente importante para estes animais, que podem viver até aos 80 anos. Os golfinhos são úteis na terapia de crianças com comportamentos autistas e com atrasos psicomotores. Várias crianças já recorreram a este tratamento em diversas partes do mundo, por exemplo, Espanha, Irlanda; Estados Unidos e recentemente em Portugal, no estuário do Sado. Os resultados são visíveis, embora não cientificamente comprovados. Os golfinhos ondulam para cima e para baixo quando nadam. O impulso principal é fornecido pelos fortes lobos horizontais, achatados da cauda e os membros natatórios servem para o animal mudar de direcção. A falta de membros posteriores dá-lhes uma forma hidrodinâmica


CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

o Gênero - Globicephala
o Família - Delfinídeos
o Subordem - Odontocetos
o Ordem - Cetáceos.

ANATOMIA

NÃO TEM ORELHAS: apenas dois pequenos orifícios que ficam junto aos olhos. Entretanto, sua sensibilidade auditiva é extraordinária. Eles descendem de mamíferos terrestres. Seus membros dianteiros, em forma de nadadeiras, conservam por dentro a ossadura dos mamíferos de terra, inclusive a mão de cinco dedos. Sua cabeça é pequena em relação ao corpo, e os olhos são bem grandinhos para o tamanho da cabeça. Apesar de seus 80 a 100 dentes em cada maxilar, os golfinhos não mastigam. Engolem tudo e o estômago faz o resto
Órgãos Reprodutores: Nos Golfinhos machos, a abertura genital é em frente ao ânus. O longo pênis, que normalmente se encontra completamente dentro do corpo, está quase sempre retraído e emerge apenas quando o Golfinho tem uma ereção. O par de testículos, encontra-se escondido dentro da cavidade abdominal, perto dos rins. Nas fêmeas, a abertura genital também se encontra na barriga, onde se localizam os órgãos genitais e urinários. As duas glândulas mamárias estão dos dois lados da abertura genital e os mamilos encontram-se retraídos. Contudo estes se estendem durante a amamentação, pois o bebê Golfinho não consegue modificar o formato da boca de forma a "sugar" o leite, tendo por isso de formar uma passagem entre a língua e a boca, na qual recolhe o leite da mãe.


ESQUELETO: O esqueleto dos mamíferos tem sofrido diversas modificações ao longo dos tempos. Os membros anteriores modificaram-se e tornaram-se nadadeiras e os ossos dos membros posteriores desapareceram por completo. Permanece ainda uma zona pélvica, como um mero vestígio da musculatura ventral. A maior parte das costelas dos Golfinhos não estão ligadas ao externo; e as que se encontram ligadas, estão juntas, permitindo que a caixa torácica se esmague a altas pressões sem provocar danos. O crânio é lançado para frente e alinha com a coluna vertebral e a coluna cervical, que na maior parte das espécies está fundida uma na outra.

PELE: A pele de um Golfinho é lisa e suave. Está constantemente a ser substituída. Além disso é extremamente sensível ao tato e cicatriza com muita facilidade. Virtualmente, cada golfinho adulto carrega parte dos registros acerca de interações com companheiros, inimigos e o meio ambiente, codificados num conjunto de cicatrizes nas suas peles. Isto tem sido útil aos investigadores e cientistas, para identificarem individualmente cada animal. CABEÇA: A face dos Golfinhos pode ser considerada deveras inexpressiva. Os olhos podem alargar-se e escurecer com a excitação, ou estreitar abruptamente com a raiva, mas o perpétuo sorriso característico na maior parte das espécies de Golfinhos nada nos diz acerca do estado emocional. Alguns Golfinhos têm aquilo a que chamamos de "bico de ave" ... outras espécies não possuem nada na cabeça. Não existe ouvido externo, apenas uma pequena abertura de cada lado da cabeça, que não aparenta ser usado para audição. Em frente encontram-se os olhos, cuja função é independente um do outro. Na maior parte das espécies, os maxilares são direitos, alongados e estreitos. Na parte posterior do maxilar superior, situa-se uma área de tecido gorduroso conhecida por "Melão". O cérebro fica mesmo na parte de trás do crânio. Muitas espécies de Golfinhos têm um grande número de dentes, alguns mais de 200. Ao contrário dos outros mamíferos, os machos com dentes, não possuem dentes de leite, mas desenvolvem um único conjunto de dentes que jamais será substituído. Situado no topo da cabeça, por detrás do melão, encontra-se um orifício de respiração. Em todas as espécies, este orifício está sempre fechado e só pode ser aberto por ação muscular. Existem duas passagens nasais no crânio, que se junta a um único tubo que se une ao fim da traquéia. O fato de a traquéia e o esôfago do animal estarem completamente separados, permite ao animal alimentar-se debaixo de água sem se afogar.

RINS: Os rins são grandes, e consistem de muitos lombos interligados e "empacotados". O mesmo tipo de rins pode ser encontrado nas focas e nos ursos, por isso não podemos avaliar o valor de adaptação para a vida na água. Os rins dos Golfinhos contêm também estruturas especiais que ajudam na filtragem enquanto mergulham. Muitos poderão pensar que os Golfinhos têm problemas em arranjar água para sobreviverem, visto viverem num meio salino, é que os rins desempenham uma importante função nesse aspecto; mas na realidade, os Golfinhos têm a maior parte da água que necessitam alimentando-se dos peixes.

NADADEIRA DORSAL: Muitos Golfinhos possuem uma nadadeira dorsal, em que o tamanho varia de espécie para espécie. Ainda é desconhecido o motivo que levou ao desenvolvimento desta nadadeira. Pelo que conhecemos, não existe nada análogo nos antepassados terrestres dos cetáceos. Mas como a nadadeira dorsal não possui ossos, não é surpreendente que não apareça nos fósseis. Contudo a existência desta nadadeira não é essencial à sobrevivência do cetáceo.

NADADEIRA POSTERIOR OU CAUDA: São duas nadadeiras posteriores que constituem a cauda do Golfinho. São achatadas e horizontais e consistem de tenões e fibras sem ossos. A função destas nadadeiras é servirem de pás para impulsionar o movimento do Golfinho.

CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA: Existem diversas partes notáveis no sistema circulatório dos Golfinhos. Uma delas é a extraordinária rede de vasos sangüíneos. Pensa-se que esta rede fabulosa tem como função proteger os órgãos vitais dos efeitos da pressão da água e aprisionar qualquer bolha de hidrogênio que se possa formar na ascensão do Golfinho de zonas de altas pressões. O cérebro recebe constantemente sangue, mesmo durante mergulhos profundos. Outro aspecto notável na rede sangüínea, é minimizar a perda de calor no corpo do Golfinho, pois os vasos sangüíneos são estendidos a todas as partes do corpo e mesmo dos extremos como as nadadeiras. Mas o Golfinho também pode fazer o inverso, e a rede sangüínea também permite a diminuição do calor, em vez de obrigar o sangue a atravessar perto da espinha dorsal; contrai determinada artéria e obriga o sangue a passar mais perto da pele, libertando calor.



ALIMENTAÇÃO

Quando estão em liberdade os golfinhos alimentam-se de 8 a 10 kg de lulas, camarão, enguias e outros peixes, por dia. Caçam frequentemente em grupo, encurralando pequenos peixes e capturando os que saem do cardume; em algumas águas, seguem os barcos de pesca para se banquetearem com as sobras. As técnicas de caça dependem muito da localização. Na Carolina do Sul, EUA, por exemplo, os golfinhos seguem o peixe até à costa e empurram-no até à praia, capturando-o No entanto, no Golfo do México, já foram avistados golfinhos que jogam as suas presas ao ar com os lobos das caudas, para as atordoarem, e depois capturam-nas à superfície. Alguns pesquisadores acreditam que estes conseguem atordoar as suas presas emitindo altos ruídos.


GESTAÇÃO E FILHOTES

O nascimento de golfinhos tem permanecido escondido da observação humana. Muitos investigadores possuem apenas uma vaga idéia dos hábitos reprodutivos dos golfinhos. Pensa-se que o acasalamento é sazonal. A principal época de acasalamento é entre Março e Abril. Os golfinhos juntam-se nesta altura, por um breve espaço de tempo, em que o macho demonstra preferência pela companhia de um determinada fêmea. A corte pode ser feita de forma violenta, com muitas cabeçadas pelo meio. As crias nascem no pico do Verão em águas europeias e entre Fevereiro e Maio na Flórida. A ligação entre a mãe e a cria é tão forte que já se testemunhou mães a trazerem crias mortas á superfície, como que a querer ajudá-las a respirar. A mãe e a cria permanecem juntas até esta Ter quatro ou cinco anos de idade. Observando golfinhos em cativeiro, os cientistas determinaram o tempo de gravidez exato para algumas espécies, por exemplo: para as orcas é de 17 meses e meio. Mas o período de gestação continua desconhecido para a maior parte das espécies de golfinhos. Os cientistas crêem também que quase todas as espécies partilham as fêmeas. O acasalamento é realizado de barriga para barriga como as baleias, e muitas fêmeas não reproduzem todos os anos. Geralmente os bebês começam a sair de cauda para fora. Por vezes, existe uma fêmea a ajudar no processo. O pai do golfinho bebê não participa na vida ativa e no tratamento do seu filho; porém em algumas espécies, há fêmeas cuja função é a de baby-sitter . A fêmea do golfinho passa 12 meses esperando seu rebento. Ao nascer, este já é bem grandinho, mas, ainda assim, dá um trabalho enorme à mãe. Nos primeiros tempos, além de amamentá-lo, ela precisa levá-lo de vez em quando à superfície para respirar. Passada essa fase inicial, o pequeno passa a usar a narina que tem no alto de sua cabeça, mas continua a depender da mãe para se alimentar por cerca de um ano.

SONS

Os golfinhos nadam livremente pelas águas escuras e agitadas, orientando-se somente pelos ecos dos sons que produz. O formato de sua cabeça funciona como uma caixa acústica. O sonar dos golfinhos opera com uma precisão de detalhes maior do que o sonar eletrônico. O golfinho é capaz de gerar som sob a forma de clicks, dentro dos seus sacos nasais, situados por detrás da nuca. A frequência dos clicks é mais alta que a dos sons usados para comunicações e difere de espécie para espécie. A nuca toma a função de lente que foca o som num feixe que é projectado para a frente do mamífero. Quando o som atinge um objecto, alguma da energia da forma de onda é reflectida para o golfinho. Assim que um eco é recebido, o golfinho gera outro click. O lapso temporal entre os clicks permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objecto. Ele é capaz de o fazer num ambiente com ruído, é capaz de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objectos simultaneamente - factores que fazem inveja a qualquer sonar humano. O tipo de som que os golfinhos emitem não tem um nome específico. Não há dúvida, porém, que, de seu modo peculiar, os golfinhos " falam " abundantemente. Cientistas que convivem com o cetáceo são unânimes em afirmar que os golfinhos mantêm algum tipo de comunicação auditiva. Alguns garantem que essa comunicação tem regras e serve para organizá-los socialmente, como acontece com os homens. Ninguém, entretanto, foi tão longe como a equipe do Instituto de Morfologia Evolutiva e Ecologia dos Animais da Academia de Ciências da Rússia. Pesquisadores comandados pelo cientista Vladimir Markov, depois de um longo estudo no golfinário de Karadag, no Arzebeijão, publicaram um trabalho em que anunciam a existência do " golfinhêz ". Ou seja: um sistema aberto de linguagem composto de 51 sons de impulsão vocal e nove tipos de assobios tonais, que comporiam um possível alfabeto próprio da espécie. De acordo com Markov, os golfinhos são capazes de compor frases e palavras regidas por leis semelhantes às da sintaxe humana.

A INTELIGÊNCIA

São diversos os factores que afectam aquilo a que chamamos de "inteligência".O principal componente é a habilidade que se tem de comunicar. Um humano pode ser extremamente inteligente mas se passar todo o seu tempo a tentar sobreviver, então não restará tempo para o pensamento. Tempo livre é então um grande factor, e os golfinhos têm-no em abundância. Em primeiro lugar, os golfinhos não dormem como nós, eles são capazes de "desligar" uma parte do cérebro por minutos numa determinada altura ao longo do dia. Muito raramente "desligam" o cérebro completamente. Isto é necessário porque os golfinhos necessitam de respirar ar pelo menos uma vez em cada 8 minutos. As únicas coisas que um golfinho faz é comer grandes quantidades de peixe e brincar. A comunicação entre espécies é também necessária. Os golfinhos usam uma linguagem por assobios que é 10 vezes mais rápida que a nossa fala e 10 vezes mais alta em frequência. Para que um golfinho falasse com a nossa velocidade, seria como se um humano tentasse falar com um trombone, muito muito lento. Para um golfinho, tentando falar com a nossa frequência e velocidade, o resultado seria o seguinte: nós...........fa...la........mos...... mu....i....to.......... de..........va.......... gar............É muito difícil para nós falarmos assim tão devagar, e para os golfinhos também


RESPIRAÇÃO

Exibicionistas e brincalhões, os golfinhos parecem até bandos de meninos em recreio. Em parte, tais acrobacias são puras demonstrações de agilidade e força; em parte, devem-se a necessidade que têm em respirar periodicamente. Saindo da água, eles expelem o ar pela única narina que possuem, tomam fôlego de novo e voltam a mergulhar.

BOTO

Os golfinhos são animais que geralmente preferem viver em alto mar. Mas o boto, outro animal bem conhecido que pertence à família dos Delfinídeos, vive na água doce em certas partes da
Amazônia. O boto branco, vive no rio amazonas e é venerado pelos índios sob o nome de "Iara".


O MITO

A relação entre nós humanos e os Golfinhos vem desde milhares de anos atrás antes de Cristo. Na Grécia Antiga os Golfinhos eram honrados como uns Deuses, e os gregos mantinham um santuário que eles consideravam ser o Deus Golfinho. Já os Maori do Pacífico Sul, consideravam os Golfinhos como um mensageiro dos Deuses. Atualmente, estes mamíferos, já não são considerados como Deuses, mas para muitas pessoas ainda são considerados como "Os Humanos do Mar". Alguns aquários contribuem para este ponto de vista, promovendo os Golfinhos como uma personalidade. Também o cinema, a televisão e a ficção científica contribuem para o mesmo. Mas será que os Golfinhos são realmente super-inteligentes? Apesar dos cérebros dos Golfinhos variarem de tamanho de espécie para espécie, são relativamente grandes. Contudo o tamanho do cérebro em nada revela a natureza de sua inteligência. Então para que usam os Golfinhos tamanho cérebro? Alguns investigadores sugerem que o fato do cérebro ser tão grande é necessário para o "sonar" e o processamento do som destes mamíferos. Outros cientistas afirmam que o nível de inteligência dos Golfinhos encontra-se entre o de um cão e o de um chimpazé. E a resposta certa é... ninguém ainda soube realmente explicar. Assim como a inteligência humana se adapta as nossas necessidades, a inteligência dos Golfinhos adapta-se às suas necessidades. Então o que sabemos ao certo sobre os Golfinhos? Atualmente a investigação dos cientistas junto aos Golfinhos, revela apenas que eles são curiosos e aparentemente sociáveis. A Roma Antiga contava histórias de rapazinhos que nadavam com os Golfinhos, o que é provavelmente verdade, nos últimos anos, tanto as crianças como os adultos têm nadado com os Golfinhos ao longo das costas dos Estados Unidos, Irlanda, França, Espanha, Iugoslávia, Austrália e Inglaterra. Conhecem-se também casos de Golfinhos que tem salvo vítimas de afogamento. Contudo existem vários documentos de casos de Golfinhos que puxam as pessoas para fora da zona de segurança e que os mantêm debaixo de água. Não é conhecido nenhum Golfinho que seja selvagem, que tenha matado uma pessoa, contudo os Golfinhos são fortes e animais independentes que devem ser sempre respeitados. Em vez de lhes confiarmos o título de personalidades humanas ou o estatuto de deuses, devemos apreciar a sua

A AMIZADE DOS GOLFINHOS

Falante, amistoso, carinhoso com seus congéneres e voraz contra seus inimigos, o golfinho já foi definido, certa vez, como o primo ideal para o homem. Gentil com as crianças e forte o suficiente para derrotar tubarões, ele tem atributos que o aproximam daquilo que os humanos sonham para si próprios. Heróico, capaz de salvar afogados empurrando-os docemente para a praia - como registram inúmeros relatos ao redor do mundo - , o golfinho vem sendo cantado em prosa e verso desde tempos remotos. Marinheiros de diversas nacionalidades consideram sua presença presságio de boa sorte e há um grande número de lendas sobre seus poderes. Apolo utilizava-os como guia para os sacerdotes cretenses. Neptuno evocava a sua sensualidade para conquistar Afrodite. Mais recentemente, relatos de amizade intensas entre golfinhos e crianças foram vistos e documentados. O caso da neozelandesa Jill Baker, que recebia a visita diária do golfinho Opo, com quem "cavalgava" mar a dentro, chamou a atenção de cientistas em meados deste século. Mais tarde a televisão e o cinema encarregaram-se de popularizá-lo de uma vez por todas como o grande astro submarino. De certa forma, as chances do golfinho, em qualquer parte do mundo, parecem cada vez mais com as chances do homem. Comportando-se no fundo dos mares e dos rios com o altruísmo que gostaríamos de ver em nós mesmos, o futuro dos golfinhos é uma espécie de antevisão do futuro da humanidade. Se eles resistirem, estaremos salvos. Porque o que fizemos a eles, acabaremos fazendo a nós mesmos.


TIPOS DE GOLFINHOS

O GOLFINHO HUMPBACKED - Indo-Pacífico é alistado como a espécie RARA em Queensland. Foram removidos da lista vulnerável da espécie em NSW em 2002. E a espécie não é alistada no Web site do governo federal que poderia infer que é comum em a maioria de partes de Austrália. O golfinho Humpbacked Indo-Pacífico, Sousa chinensis ocorre em torno das costas do Oceano Índico de África, de Ásia e de Austrália do noroeste, e de China do sul através do arquipélago do Indo-Malay a Austrália no nordeste. Em Austrália, a espécie ocorre em águas litorais do norte da beira de NSW-Queenland ao golfo de Exmouth.

Nota: Alguns membros da família dos golfinhos são designados popularmente como baleia ou boto; por outro lado, há golfinhos que não pertencem à família Delphinhodae, como por exemplo o
golfinho do Ganges.


CEPHALORHYNCHUS

GOLFINHO-DE-COMMERSON, CEPHALORHYNCHUS COMMERSONII
Animal notável e relativamente fácil de identificar no mar. O corpo pequeno e robusto lembra mais um boto do que um golfinho, mas o comportamento activo é sem dúvida o de um golfinho. À nascença é cinzento, branco e castanho; com a idade desenvolve uma coloração em que o preto e o cinzento predominam e que se torna nitidamente preta e branca quando é adulto. Os indivíduos variam consideravelmente entre si, em particular na extensão das zonas pretas e brancas. É possível distinguir os sexos pela mancha branca na parte inferior que, nos machos, tem a forma de uma gota de água e nas fêmeas, a de uma ferradura. A população em redor da ilha de Kerguelen, no Indico, está geograficamente isolada, e pode formar uma subespécie; a maior parte dos indivíduos é maior do que os animais sul-americanos e é preta, cinzenta e branca. Nadador rápido e activo à superfície ou acima dela. Salta com frequência, mesmo várias vezes de seguida. Em algumas ocasiões visto a nadar de barriga para o ar e rodopiando debaixo da água sobre o eixo longitudinal; pode fazer "surf" numa ondulação forte e mesmo na rebentação mais perto da costa. Devido ao extravagante padrão comportamental natatório é difícil prever onde vai emergir. Normalmente respira 2 ou 3 vezes antes de mergulhar durante 15 a 20 segundos. É frequente "acompanhar à proa" ao longo ou atrás de barcos. Às vezes visto com golfinhos de Peale, golfinhos-negros do Chile e botos de Burmeister . A captura do Golfinho-de-Commerson no Chile e na Argentina, sobretudo para ser utilizado como isco na pesca do caranguejo, pode constituir uma série ameaça.


GOLFINHO-CHILENO, CEPHALORHYNCHUS EUTROPIA
O Golfinho-Negro do Chile é um dos mais pequenos cetáceos. É muito pouco conhecido, a partir de uma miscelânea de esqueletos, um punhado de acostamentos e um número limitado de observações. O corpo escurece muito depressa após a morte, o que contribui possivelmente para uma descrição menos exacta nos relatórios anteriores. Outros Nomes: Golfinho-Negro . Pouca informação sobre o comportamento, mas crê-se que seja discreto. É raro saltar. Relatórios dizem ter leve movimento ondulatório na água, bastante parecido com um leão-marinho a nadar. Visto frequentemente entre as ondas fortes e a rebentação, muito perto da costa. Encontrado com frequência associado a bandos de aves marinhas. Restringe-se às águas frias, baixas e costeiras do Chile. Área estende-se de Valparaíso, no norte, à ilha Navarino, perto do cabo Horn, no extremo sul. Surge também no estreito de Magalhães e nos canais da Terra do Fogo.


GOLFINHO-DE-HEAVISIDE, CEPHALORHYNCHUS HEAVISIDII
O Golfinho de Heaviside é uma espécie pouco conhecida, raramente vista na natureza. É um golfinho pequeno e compacto, com uma forma robusta típica do género Cephalorhynchus e tem uma Coloração notável, mancha branca no ventre que se estende até ao flancos, barbatana dorsal triangular. Pouco se sabe sobre o comportamento desta espécie. É discreta e parece ser tímida. É raro saltar, mas quando o faz pode atingir mais de 2m de altura. Foi vista a dar rápidos saltos mortais para a frente terminando num batimento caudal contra a superfície. Pode "saltitar" quando nada a grande velocidade. Área restrita e bastante escassamente povoada. Surge apenas ao largo da costa ocidental da África do Sul e Namíbia, ao longo de cerca de 1600 km de linha costeira. Distribuição conhecida desde o cabo da Boa Esperança, África do Sul, até, para norte e no mínimo, ao cabo Cross, Namíbia, mas é possível que se estenda mais para norte até ao sul de Angola. Parece estar associada com a corrente fria de Benguela, que corre para norte.

GOLFINHO-DE-HECTOR, CEPHALORHYNCHUS HECTORI
Este é um dos menores e mais raros de todos os cetáceos... o golfinho de Hector, da Nova Zelândia. Este golfinho cresce até menos de 1,4m de comprimento, e são encontrados somente nas águas ao redor da Nova Zelândia. Sua nadadeira dorsal baixa, arredondada e chanfrada é característica. Fotografar estes indivíduos é um desafio. Os golfinhos de Hector raramente saltam da água como outros golfinhos, e dificilmente quebram a superfície da água quando sobem para respirar (como todos os cetáceos, eles são mamíferos marinhos e precisam respirar ar).A despeito de sua distribuição altamente restrita aos arredores da Nova Zelândia, a espécie parece relativamente segura, graças à proteção encontrada nos santuários marinhos como o dos arredores da península Banks, em South IslandOs golfinhos de Hector são pouco estudados e se sabe pouco sobre sua biologia e ecologia. Eles às vezes ocorrem em grupos, parecendo preferirem permanecer em áreas locais ao invés de migrar, e parecem preferir desembocaduras de rios com águas turvas.

STENO

GOLFINHO-DE-DENTES-RUGOSOS, OU GOLFINHO-DE-BICO-COMPRIDO - STENO BREDANENSIS
É um animal robusto e forte.Possui dorso escuro (cinza ou marrom) e barriga clara (branca ou rosada). Apresenta no dorso uma estreita faixa cinza-escura bem definida formando um manto com um formato de ampulheta. A ponta do bico e os lábios são brancos. Costuma ter muitas manchas e arranhões pelo corpo. Entre a cabeça e o rostro ( 'bico") não existe uma demarcação definida o que faz com que a cabeça tenha a forma de cone. A cabeça tem uma forma única: o bico longo , estreito , e a testa fundem-se , sem sulco frontal , ao contrário de todos os outros golfinhos com bico proeminente, pode medir entre 2,30 – 2,80m de comprimento. Do mesmo modo, a estreiteza da cabeça e os olhos inabitualmente grandes dão-lhe um certo ar reptilíneo. Apesar de ser um animal muito característico, é sempre possível confundi-lo com outras espécies , em particular com roazes-corvineiros , golfinhos-malhados e Golfinhos-fiandeiros . Além da forma da cabeça, procure a mancha-dorsal escura , os "lábios" brancos e as manchas brancas-amareladas ou brancas-rosadas . Os animais mortos podem ser identificados pelas finas rugas verticais nos dentes, mas estas são muitas vezes difíceis de detectar. As formas podem variar um pouco entre populações, mais marcadamente entre os animais Atlânticos e Indo/Pacíficos . No Brasil as avistagens ocorrem principalmente em águas costeiras, incluindo ilhas, canais, baías e regiões recifais. Sua distribuição abrange uma grande faixa de nosso litoral, desde o Rio Grande do Sul até o Ceará. O comprimento máximo registrado para os machos é de 2,85 m e para as fêmeas 2,69 m. Pode pesar pelo menos 158 quilos

SOUSA


GOLFINHO-CORCUNDA-DO-ATLÂNTICO, SOUSA TEUSZII
O golfinho-corcunda do Atlântico é bastante fácil de reconhecer. É bem conhecido por cooperar com os pescadores mauritanos em torno do Cabo Timiris, a norte de Nouakchott, guiando o peixe para as suas redes. Também se pode dar o nome de Golfinho-do-Camarões ou Golfinho-de-bossa-do-Atlântico . Normalmente difícil de aproximar e tende a evitar as embarcações, mergulhando e reaparecendo a alguma distância numa direcção diferente. É raro "acompanhar à proa" . Emerge aproximadamente todos os 40 a 60 segundos, mas pode ficar debaixo de água durante vários minutos . O comportamento ao emergir é inabitual, semelhante ao do golfinho-corcunda do Indo/Pacífico. É normalmente um nadador lento , mas a corte nupcial pode envolver uma veloz perseguição em círculos . Pode voltar-se sobre um flanco e agitar uma barbatana peitoral no ar. Às vezes "espia". Salta com frequência e pode dar saltos mortais completos de costas . Pode associar-se com roazes-corvineiros. Área conhecida estende-se ao longo da costa ocidental de África , da Mauritânia aos Camarões , e possivelmente até Angola . Parece ser particularmente comum a sul do Senegal e noroeste da Mauritânia. Prefere águas baixas costeiras e estuários com menos de 20 m de profundidade , em especial perto de pântanos mangais . É típico surgir na zona de rebentação das costas mais expostas. Sabe-se que entra nos rios Níger e Bandiala , e possivelmente noutros, apesar de ser raro subir uma grande distância e de em geral permanecer na área afectada pelas marés .

GOLFINHO-CORCUNDA-DO-ÍNDICO, SOUSA PLUMBEA
habitam ao longo da costa oriental da África do Sul e do Norte Moçambique. Nadam nas águas costeiras do Oceano Índico de False Bay (18 ° 30'E) na província do Cabo Norte ao longo da costa oriental de África, incluindo Madagascar, para o extremo norte do mar Vermelho, Golfo do Suez, o mar Arábico, e do Golfo Pérsico, daí para leste ao longo das costas do sul da Ásia. Se acasalam no inverno. Os filhotes nascem predominantemente no verão. Os Cuidados maternos dura pelo menos 3-4 anos, quando o filhote se separam da mãe.


GOLFINHO-CORCUNDA-INDOPACÍFICO, SOUSA CHINENSIS
Parece existirem com certeza 2 populações distintas do golfinho-corcunda do Indo/pacífico: um tipo é encontrado a ocidente da Sumatra , Indonésia ; o outro, a oriente e a sul da ilha . Os animais do lado ocidental têm uma bossa de gordura característica, enquanto os do lado oriental têm uma barbatana dorsal mais proeminente , mas não têm bossa . É possível confundi-lo com o roaz-corvineiro, mas o movimento de emersão pouco habitual do golfinho-corcunda do Indo/Pacífico deve ser característico no oriente da Sumatra, e o seu dorso com bossa é em geral suficiente para a identificação no ocidente. A coloração do corpo varia grandemente entre as diferentes populações grupos etários e indivíduos. Em geral bastante difícil de aproximar e tende a evitar as embarcações mergulhando e voltando a aparecer a alguma distância numa direcção diferente. Raramente "acompanha à proa" . Comportamento de emersão característico: fura a superfície num ângulo de 30º a 45º, mostrando claramente o bico e por vezes toda a cabeça, e alguns segundos depois arqueia-se fortemente para trás e pode erguer a barbatana caudal para o ar. Emerge aproximadamente todos os 40 a 60 segundos mas pode ficar debaixo de água durante vários minutos. É em geral um nadador lento, mas a corte nupcial pode envolver uma veloz perseguição em círculos. Pode voltar-se sobre um flanco e agitar uma barbatana peitoral no ar. Às vezes " espia ". Salta com frequência, em especial os jovens, e pode dar saltos mortais completos de costas . Pode dar " batimentos caudais " enquanto se alimenta. Vivem no sul da África à Austrália, sobretudo em águas tropicais e subtropicais. É raro encontrá-lo a mais de alguns quilómetros da costa, preferindo costas pantanosas com mangues , lagunas e estuários , bem como áreas com recifes , bancos de areia e bancos de limos . Por vezes entra nos rios , se bem que raramente suba mais do que alguns quilómetros e em geral dentro de áreas afectadas por marés. Prefere águas com menos de 20 m de profundidade e, em costas mais abertas, é típico encontrá-lo na zona da rebentação .

SOTALIA

BOTO-CINZA, SOTALIA FLUVIATILIS
Existem dois ecotipos para essa espécie : o marinho e o fluvial. A forma marinha do boto-cinza ocorre em regiões tropicais e subtropicais costeiras da América do Sul e Central comprovadamente desde a Nicarágua até Santa Catarina, apresentando, possivelmente, uma distribuição contínua. O comprimento médio é de 1,7m e o máximo de 2,2m. Trata-se de um dos menores cetáceos. O peso médio é de 60 Kg. O corpo é pequeno. O rostro ("bico") apresenta tamanho moderado. Vários tons de cinza, em geral, com o dorso mais escuro e barriga clara (branca, rosada ou amarelada). A nadadeira dorsal é triangular, de tamanho moderado e situada próximo ao centro do dorso. As nadadeiras peitorais são ligeiramente pontudas, de contorno suave. Possui de 52 a 72 pares de dentes pequenos e pouco afiados.. Ambos os sexos atingem maturidade sexual com cerca de 1,40m. A gestação dura cerca de 11 meses. Os filhotes nascem medindo de 0,8m a 1,0m. Nas avistagens, é muito comum observar a presença de filhotes nos grupos. Em geral, forma pequenos grupos de 2 a 7 animais embora grandes agregações (150-450 indivíduos) já tenham sido registradas. Tímido e arredio, evita aproximação de embarcações e nada devagar. Não costuma mostrar mais do que o dorso ao se deslocar. Raramente exibe comportamentos aéreos. No entanto, pode surpreender com saltos e surf nas ondas do mar. Os mergulhos são geralmente curtos (30 segundos) e raramente ficam submergidos por mais de 1 minuto Trata-se de um nadador ativo. Nadam em grupos coesos, o que sugere estreitos vínculos sociais.

TURSIOPS


GOFINHO-ROAZ, OU NARIZ DE GARRAFA -TURSIOPS TRUNCATUS
O Roaz-Corvineiro é o mais conheci­do de todos os golfinhos, pois encon­tra-se um pouco por todo o lado, quer na proximidade das costas, quer no mar alto. Vive nas águas costeiras de numerosos países e a sua espantosa capacidade de adaptação à vida em cativeiro facilitou muito o seu estudo.. A espécie tem duas formas, ou ecotipos (ou seja, pode sofrer varia­ções conforme o habitat): uma forma costeira e uma forma oceânica. A forma costeira é maior e tem uma cor mais clara do que a oceânica. Os roazes-corvineiros vivem em grupos de 10-25 indivíduos (respectiva­mente forma costeira e de mar alto); mas pode acontecer que muitas cen­tenas de exemplares se juntem, tal como acontece no Pacífico tropical. O seu perfil hidrodinâmico e a sua musculatura poderosa tornam o roaz-corvineiro um grande e hábil nadador, capaz de se deslocar dentro de água a mais de 40 km/h, auxilia­do também pela estrutura da sua pele. É o mais rápido de todos os delfinídeos de tamanho pequeno. É capaz de mergulhar até 300 m de profundidade e de ficar em apneia até 15 minutos à procura de alimen­to. Nas águas pouco profundas nada frequentemente de barriga para cima, sem dúvida para reduzir ao mínimo as interferências que os ruí­dos de superfície provocam no seu sistema de ecolocalização, capaz de lhe fornecer uma imagem acústica dos objectos que encontra. As fêmeas parem uma única cria de dois em dois ou de três em três anos, no Verão. O leite materno, rico em proteínas, é lançado em esguicho para a boca da cria, que não pode mamar porque não tem lábios. O leite é o seu único alimento durante 19 meses, e, nalguns casos até aos 4 anos. Durante esse longo período a cria é treinada, e quando a progenitora sai para a caça fica ao cuidado de outros membros do grupo. Como todos os golfinhos, não possui olfacto, mas pode contar com uma visão exce­lente e uma boa audição. Os roazes ou golfinhos nariz de garrafa viajam em grupos familiares de um a 10 indivíduos, em regiões costeiras, e por vezes até 25, em alto mar, apesar de já se terem registado grupos de 500 elementos. nadam a uma velocidade de cerca de 20km/h, podendo mergulhar até 20 minutos e a uma profundidade de 300m. Os machos lutam ferozmente pelas fêmeas durante a época de reprodução. O Golfinho-Nariz-de-Garrafa pode ser principalmente encontrado nas águas temperadas e tropicais do Atlântico e nos mares adjacentes, preferindo as águas costeiras rasa e quentes. Também é possível encontra-los perto do Havai e da Florida

GOLFINHO-FLÍPER-COMUM, TURSIOPS ADUNCUS
O golfinho-flíper varia muito em tamanho, forma e cor de um indivíduo para o outro e de acordo com a região geográfica em que vive. No entanto, existem duas variedades principais : uma forma costeira e de menor tamanho e uma forma oceânica mais robusta e de maior tamanho. Os machos e fêmeas tem o comprimento máximo de 3,8 e 3,6m, respectivamente. O peso máximo já registrado é de 640 Kg. Corpo robusto. A coloração varia bastante entre as diferentes populações. A maturidade sexual é atingida com pelo menos 2,3m: fêmeas entre cinco e 12 anos, e machos entre nove e 13 anos. A gestação dura cerca de um ano. Os filhotes nascem medindo entre 0,8 e 1,2m e pesando cerca de 10 Kg. A amamentação dura aproximadamente um ano, mas o filhote pode começar a ingerir alimentos sólidos antes dos seis meses. Pode viver pelo menos, 35 anos É inteligente, ativo e acrobata. Salta, bate as nadadeiras peitorais na superfície da água e gosta de acompanhar embarcações. Em algumas localidades, já foram observados "surfando" nas ondas. As vocalizações incluem uma grande variedade de estalos e assobios. Cada indivíduo tem seu assobio característico, reconhecido como sua "assinatura" dentro do grupo. Já foram registrados diversos comportamentos e táticas de pesca entre esses golfinhos. Durante as pescarias os grupos podem oferecer assistência mútua e, inclusive, cooperar com as pescarias locais. Em alguns locais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocorre regularmente a pesca cooperativa entre os golfinhos-flíper e pescadores de tainha (Mugil spp.). Os pescadores inclusive, conhecem cada golfinho através de marcas pelo corpo e forma da nadadeira dorsal. A maioria deles tem nomes dados pelos pescadores. Outro local onde esta interação ocorre é na Mauritânia.


STENELLA


GOLFINHO-PINTADO-PANTROPICAL, STENELLA ATTENUATA
O Golfinho-Malhado-Pantropical possui um corpo "elegante". O seu ventre é cinza claro e o manto dorsal bem destacado é escuro, quase negro. A principal característica destes animais são as manchas (pintas) que eles possuem por todo o corpo, na região ventral as manchas são um pouco mais escuras e no manto dorsal as manchas são claras, quase brancas. Ao nascer o Golfinho-Malhado-Pantropical não possui as famosas manchas, que vão surgindo de acordo com o crescimento do animal. As suas nadadeiras são escuras, quase negras, sendo a dorsal alta, falcada e localizada no meio do corpo. O seu bico é curto, possui uma coloração escura, quase negra, na região dorsal, a região ventral do bico é branca e costuma ser uma das primeiras áreas onde surgem as manchas. Os lábios ou linha da boca e a ponta são brancos. Uma linha negra bem fina surge da base do melão (testa) e se prolonga até o olho onde começa a alargar, contorna todo o olho do animal como se fosse um par de "óculos" e se prolonga um pouco mais, quase alcançando as nadadeiras peitorais. O tamanho, a forma e a cor do Golfinho-Malhado-Pantropical podem variar grandemente . Reconhecem-se duas formas principais : uma que vive ao longo da costa e outra ao largo . A forma costeira é maior, mais robusta e tem mais manchas. A maioria dos animais adultos pode ser identificada pelas manchas, apesar de estas estarem virtualmente ausentes em certas populações, como é o caso no Hawai e no golfo do México. Pode ser confundido com o roaz-corvineiro e com golfinhos-de-bossa, que também podem ter algumas manchas, podendo ser muito difícil distingui-lo do golfinho-malhado do Atlântico. É provavelmente um dos cetáceos mais comum , apesar de, desde o início dos anos 60, capturas acidentais em redes de pesca de atuns-albacora terem reduzido até 65 % algumas populações no Pacífico oriental tropical.

GOLFINHO-PINTADO-DO-ATLÂNTICO, STENELLA FRONTALIS
O corpo é alongado e esguio. Dorso escuro e ventre claro. Os adultos apresentam pintas claras no dorso e escuras na barriga. Filhotes nascem cinza-claro e as pintas vão aparecendo com a idade geralmente da barriga para o dorso. A ponta do relativamente longo e fino bico é branca. O manto dorsal cinza-escuro possui uma mancha clara pontiaguda rompendo seu desenho arredondado logo abaixo da nadadeira dorsal. A nadadeira dorsal é alta e falcada. As nadadeiras peitorais são pontudas e proporcionais ao tamanho do corpo. A região ao redor dos olhos normalmente é escura. Possuem de 60 a 80 dentes cônicos. A forma costeira é maior, mais robusta e mais pintada do que a oceânica. No Brasil, até o momento, existem registros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. Nas Bahamas, existe uma famosa área de concentração de golfinhos-pintados-do-atlântico.. As fêmeas pesam entre 39 e 127 Kg e os machos entre 50 e 143 Kg.. Medem entre 1,6m e 2,2m.

GOLFINHO-ROTADOR, OU FIANDEIRO-DE-BICO-COMPRIDO STENELLA LONGIROSTRIS
São conhecidos como golfinhos rotadores devido aos saltos com a rotação do corpo que costumam executar fora da água.Possuem o dorso cinza-escuro com faixas medianas cinza-claro e ventre branco. O período de gestação dura aproximadamente 10 meses e meio, nascendo um filhote de 80 cm. São gregários e apresentam um comportamento social bastante complexo. Há muitas variedades que diferem muito na forma do corpo, tamanho e cor. Quatro vivem sozinhas no Pacífico oriental tropical e há outras variedades, menos conhecidas, noutras partes do mundo. A descoberta mais recente é a forma "anã", encontrada no golfo da Tailândia. O bico comprido e esguio, a barbatana dorsal recta, e os saltos altos e rodopiantes são a melhor maneira de distinguir os Golfinhos-fiandeiros-de-bico-comprido de outras espécies; a maioria tem também um padrão cromático característico com 3 tons, apesar de os animais do Pacífico oriental serem sobretudo cinzentos. Centenas de milhares de Golfinhos-fiandeiros-de-bico-comprido têm sido mortos nas redes de pesca do atum no Pacífico tropical oriental, provocando recentemente um grande declínio na população desta área. Pode também dar-se o nome de Golfinho-salpicado-de-bico-comprido . É comum deslocarem-se em grupos compostos por dois até várias centenas de indivíduos de todas as classes de idade e ambos os sexos. Média de 2 metros. 75 kg em média. No Brasil ocorrem em Fernando de Noronha. Cada variante tem uma área mais limitada do que a espécie como um todo; por exemplo, a forma costa-riquenha é encontrada apenas numa estreita banda de água com menos de 150Km de largura, ao largo da América Central ocidental ; e a forma oriental é encontrada a partir do ponto mais alto da Baixa Califórnia, México, até 125º para sul do Equador, e ao largo .


GOLFINHO-CLÍMENE, STENELLA CLYMENE
O corpo é alongado e esguio. Dorso escuro e ventre claro. Os adultos apresentam pintas claras no dorso e escuras na barriga. Filhotes nascem cinza-claro e as pintas vão aparecendo com a idade geralmente da barriga para o dorso. A ponta do relativamente longo e fino bico é branca. O manto dorsal cinza-escuro possui uma mancha clara pontiaguda rompendo seu desenho arredondado logo abaixo da nadadeira dorsal. A nadadeira dorsal é alta e falcada. As nadadeiras peitorais são pontudas e proporcionais ao tamanho do corpo. A região ao redor dos olhos normalmente é escura. Possuem de 60 a 80 dentes cônicos. A forma costeira é maior, mais robusta e mais pintada do que a oceânica. No Brasil, até o momento, existem registros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. Nas Bahamas, existe uma famosa área de concentração de golfinhos-pintados-do-atlântico.. As fêmeas pesam entre 39 e 127 Kg e os machos entre 50 e 143 Kg.. Medem entre 1,6m e 2,2m.

GOLFINHO-LISTRADO, STENELLA COERULEOALBA
O Golfinho-listado é bastante fácil de identificar no mar através das suas características faixas; alguns indivíduos também têm a parte inferior de um cor-de-rosa luminoso. Normalmente com um comprimento de 2,70m; À primeira vista pode parecer-se com o Golfinho-vulgar, que tem o mesmo tamanho e a mesma forma; contudo, o Golfinho-listado possui dorso cinzento-azulado, flancos cinzentos-claros, ventre branco, linha lateral preta a partir do olho até ao ânus e, ao contrário do Golfinho-vulgar, nos flancos não tem o desenho de uma ampulheta amarela. Também é possível confundi-lo com o golfinho do Bornéu, apesar de o Golfinho-listado ser mais aerodinâmico, ter o bico mais comprido e a barbatana dorsal maior e mais falciforme. Uma das características mais distintivas é a marca clara com a forma de um dedo abaixo da barbatana dorsal, mas esta é também característica de muitos Golfinhos-malhados do Atlântico e roazes-corvineiros. É uma espécie vulgar, mas a sua população diminuiu em anos recentes. Também pode ser chamado de Golfinho-riscado

DELPHINUS


DELFIM-COMUM, DELPHINUS DELPHIS
macho (até 2,50m) e fêmea (até 2,30m); 75-85kg; linha lateral e dorso pretos; flancos cinzento-bege; ventre claro. Região maxilar em forma de bico comprido e pontiagudo. O Golfinho-vulgar varia tanto na aparência que ao longo dos anos foram propostas mais de 20 espécies. Actualmente só se reconhece uma, apesar de haver 2 formas distintas – os bicos curtos e os bicos compridos – às quais poderá em breve ser atribuído o estatuto de espécie. Podem ser confundidos com golfinhos riscados, golfinhos fiandeiros, golfinhos malhados e golfinhos malhados do Atlântico, mas o elaborado padrão em ampulheta com linhas cruzadas do Golfinho-vulgar é uma boa característica identificativa. Há apenas diferenças subtis na cor dos sexos. Apesar de haver provas de um declínio populacional no mar Negro, no Mediterrâneo e no Pacífico oriental tropical, continua a ser um dos cetáceos mais abundantes, elevando-se o seu número provavelmente aos milhões. : Os Golfinhos-Vulgares são extremamente enérgicos e acrobáticos, e pode parecer que passam tanto tempo fora da água, a "saltitar" ou a saltar, como o que passam escondidos sob a superfície. Este golfinho foi fotografado na baía de Monterey, Califórnia, EUA. Nadadores rápidos e acrobatas enérgicos. "Saltita" frequentemente, bate na água com o queixo, barbatanas peitorais, pedúnculo caudal, "acompanha à proa" e salta (às vezes dando saltos mortais).
Os mergulhos podem durar 8 minutos, mas normalmente entre 10 segundos e 2 minutos. Pode associar-se com outros golfinhos em boas áreas de alimentação e no Pacífico oriental tropical, com o atum-albacora

GOLFINHO-COMUM-DE-BICO-LONGO, DELPHINUS CAPENSIS
São comuns e têm um longo fino bico bem demarcadas a partir do melão. A barbatana dorsal é alta e moderadamente curvadas para trás. Comum os golfinhos são distinguidos de outras espécies pela cor padrão formado pela interação dos dorsal superposição e capa. Isso produz um padrão de quatro-parte cinza escuro a preto dorsally, buff a amarelo pálido, torácica anterior patch, pequenas e médias cinzento sobre o flanco e um campo branco abdominal. São encontrados em temperadas e tropicais quentes águas costeiras de todo o mundo. costa leste da América do Sul da Venezuela para o norte da Argentina; oeste da África para o Sara Ocidental Gabão; costa ocidental da África do Sul a partir de Província do Cabo de Natal; águas costeiras em torno de Madagascar; o Jaza'ir AL, Hallaniyat (KURIA MURIA Islands) off Omã; Coréia do Sul e sul do Honshu Taiwan, Nova Zelândia; sul da Califórnia costa sul ao longo da Baixa Califórnia e em todo o Golfo de Califórnia; da costa do Peru e Norte do Chile a 28 ° S (Rice, 1998; Sanino et al. 2003). Li (1997) relatos de avistamentos da costa de Fujian, na China.. parece preferir menor e mais quente e água ocorre geralmente mais perto da costa.

GOLFINHO-COMUM-DE-BICO-MUITO-LONGO, DELPHINUS TROPICALIS
O golfinho-tropical é uma espécie holocênica proveniente de delfinídeos terciários basais. Habita águas oceânicas tropicais.É endotérmico; simetria bilateral; hidrodinâmico.. Reprodução: vivíparo; sexual; dióico; fertilização interna. Esta sempre óvel. Suas características alimentares são: móvel; aquático. Habita águas oceânicas tropicais no Oceano Índico.

ORCINUS

ORCA (BALEIA ASSASSINA), ORCINUS ORCA
: 6,50 – 9,50m; 4 – 8t (fêmeas 5,50 – 7m; 2,5 – 4t); preto e branco característicos, cabeça cónica sem bico, barbatana dorsal muito desenvolvida, triangular nos machos, falciforme nas fêmeas, barbatanas peitorais grandes e arredondadas. Cosmopolita .Alimentação: Baleias jovens, golfinhos, focas, pinguins, aves marinhas, tartarugas, peixes.


LAGENORHYNCHUS


GOLFINHO-DE-BICO-BRANCO, LAGENORHYNCHUS ALBIROSTRIS
Mede 3.10m máximo; preto; bico curto e ventre branco, zonas cinzentas (flancos para o fundo e debaixo da barbatana dorsal). O Golfinho-focinho-branco é grande e muito robusto. O seu nome comum é um pouco enganador, pois o bico nem sempre é branco, mas, de perto, indivíduos com um verdadeiro bico branco são identificativos. No leste da área, os indivíduos tendem a ter o bico branco e vivem em grupos mais pequenos, enquanto os animais do oeste têm em geral bicos mais escuros e vivem em grupos maiores (apesar de haver excepções). O padrão corporal branco, cinzento e preto varia muitíssimo entre indivíduos. É possível confundi-lo com o golfinho-branco do Atlântico; o golfinho-branco é, no entanto, levemente maior e mais robustos e não tem flancos com risca amarela, característica do golfinho-branco do Atlântico. Pode "acompanhar à proa" em especial diante de navios grandes e rápidos, mas em geral desinteressa-se depressa. Algumas populações, contudo, são muito esquivas. Por vezes acrobático (em especial quando se alimenta), salta, caindo em geral sobre o flanco ou o dorso. É tipicamente um nadador rápido e poderoso e em muitas zonas da área pode criar uma "cauda de galo" que lembra a marsopa de porto Dall. Ao nadar depressa, pode içar brevemente todo o corpo para fora da água quando sobe para respirar. Foi visto com baleias-comuns, orcas e pode misturar-se com outras espécies. É o membro Lagenorhynchus que se situa mais a norte e tem uma distribuição ampla. Os animais na parte mais ao norte da área surgem mesmo no limite dos gelos flutuantes. O limite sul a oeste da área fica em torno de Cape Cod, EUA; a leste da área os animais surgem, para sul, até Portugal, mas são raramente vistos abaixo da Grã-Bretanha.

GOLFINHO-DE-LATERAIS-BRANCAS-DO-ATLÂNTICO, LAGENORHYNCHUS ACUTUS
O golfinho-branco do Atlântico é bastante grande (2,70m máx.), robusto e muito discreto no mar. Animal sociável, está frequentemente acompanhado por Golfinhos-focinho-branco, baleias-de-bossa e bocas-de-panela. É possível confundi-lo com o Golfinho-focinho-branco; o golfinho-branco do Atlântico é, no entanto, ligeiramente mais pequeno e mais esguio; tem também uma mancha branca em ambos os flancos, abaixo da barbatana dorsal, alongando-se numa faixa amarelada de cada lado do pedúnculo caudal. Pode também ser confundido com o Golfinho-vulgar, porque tem um padrão cinzento, branco, preto e amarelo aparentemente semelhante; contudo, o corpo do golfinho-branco do Atlântico é mais robusto, o bico mais curto e não tem nos flancos o característico padrão com ampulheta. Outros Nomes: Golfinho-de-Flancos-Brancos-do-Atlãntico . Acrobático e nadador rápido. Salta frequentemente. Emerge para respirar todos os 10 a 15 segundos, quer saltando claramente da água, quer furando apenas a superfície e formando uma onda sobre a cabeça. Em algumas áreas desconfia das embarcações, mas nada ao lado de navios lentos e pode "acompanhar à proa" os que são rápidos; às vezes cavalga as ondas provocadas por grandes baleias. Encontrado em geral em grandes grupos ao largo e mais pequenos junto à costa. No leste da área pode ser encontrado ocasionalmente, para norte, até ao sul do mar de Barents, e raramente mais para sul do que o canal da Mancha. A ocidente, registado do oeste da Gronelândia até à baía de Chesapeake, EUA, (se bem que em geral a partir de Cap Cod, EUA, para norte); parece ser especialmente abundante no golfo de Maine, EUA e grandes grupos sobem bastante o estuário do São Lourenço, Canadá

GOLFINHO-DE-LATERAIS-BRANCAS-DO-PACÍFICO, LAGENORHYNCHUS OBLIQUIDENS
Mede 2,30m; 150kg; bico curto preto, barbatana dorsal bicolor, dorso e flancos cinzentos-escuros com largas manchas mais claras. O golfinho do Pacífico é particularmente vivo. Grandes grupos provocam tamanha agitação na água que o seu reboliço pode muitas ver ser visto antes dos animais em si mesmos. O padrão corporal varia enormemente entre indivíduos e é menos característico nos animais mais jovens. É notável a semelhança com o Golfinho-cinzento, mas há sobreposição na área. Quando nada depressa, o golfinho do Pacífico pode produzir um jacto de água conhecido como "cauda de galo", podendo assim, à distância, ser tomado por uma marsopa de porto Dall. É possível confundi-lo com o Golfinho-vulgar, mas o golfinho do Pacífico tem o bico mais curto e não tem nos flancos o desenho de uma ampulheta. Muito activo e expansivo, causa muita agitação na água. Salta com frequência, às vezes rodando no ar ou dando um salto mortal completo e aterrando sobre o flanco ou a barriga. Nadador rápido e poderoso; alguns podem dar pequenos saltos em uníssono. Gosta de surfar nas vagas do oceano, de "acompanhar no rasto do navio" e é avidamente que "acompanha à proa", aparecendo muitas vezes de surpresa. às vezes nada muito perto da superfície, só ficando à vista a barbatana dorsal, como um tubarão. Quando se alimentam, grandes grupos podem separar-se em grupos mais pequenos mas reúnem-se quando descansam ou viajam. Associa-se frequentemente com outros cetáceos; pode também ser visto com leões-marinhos e focas. Muitíssimo curioso, chega mesmo a aproximar-se de barcos parados. Tem tendência para permanecer a sul de águas frias afectadas por correntes árcticas, e a norte dos trópicos. Apesar de ser comum no golfo do Alasca, e também em volta do sul da península Kamchatka, está ausente no mar de Bering. Encontrado sobretudo ao largo, ao nível do extremo da plataforma continental, mas aproxima-se da costa onde haja águas profundas, tal como em desfiladeiros submarinos.

GOLFINHO-DO-CREPÚSCULO, LAGENORHYNCHUS OBSCURUS
É um golfinho como qualquer outro, tem apenas algumas diferenças fisicas: Focinho mais pequeno Tom preto com manchas brancas, uma que no fim se divide em duas, a mancha da cauda. Alimentam-se de:
peixe, moluscos, e às vezes de crustáceos. Conseguem comer a maior parte das sardinhas de um cardume, nadando à sua volta de modo a conseguirem concentrá-las e comê-las. Não é um animal solitário, e na época de acasalamento os machos exibem-se com saltos acrobáticos, para depois a fêmea escolher o que foi mais "original" para acasalar.


GOLFINHO-DE-PEALE, LAGENORHYNCHUS AUSTRALIS
Mede 2,30m máx; cabeça, bico, garganta e ventre brancos, flancos prateados, manchas mais claras perto do olho e perto da cauda. O Golfinho de Peale é um animal bastante vulgar em torno da ponta meridional da América do Sul, se bem que a sua área isolada signifique ser raramente visto e bastante pouco conhecido. É relativamente fácil de identificar no mar, mas pode ser confundido com o Golfinho-Cinzento, contudo, ao contrário do Golfinho-Cinzento, o de Peale tem face e queixo escuros, barbatana dorsal predominantemente escura, "axilas" brancas e apenas uma única faixa corporal branca-acinzentada em cada flanco. Também pode confundir-se com o Golfinho-Ampulheta. O número de Golfinhos de Peale que acidentalmente fica emalhado nas redes de pesca e que é caçado com arpões é um pouco preocupante; a carne é usada como isco nas armadilhas para caranguejos . Sabe-se que cavalga as ondas dos grandes navios e pode nadar ao lado dos pequenos. às vezes nada devagar, mas pode ser energético e acrobático, saltando frequentemente bem alto para o ar e caindo na água sobre o flanco, com uma pancada. Pode viajar dando saltos longos e baixos. Testemunhos limitados sugerem manter-se numa área especifica e bastante pequena. Foi observado a surfar na companhia de golfinhos de Risso. Alimentação e hábitos alimentares resconhecidos, apesar de o estômago de um animal recolhido nas ilhas Malvinas conter os restos de um polvo; poderá também comer peixe e lulas. Área conhecida estende-se desde o golfo de San Matías, Argentina, em redor da ponta da América do Sul até Valparaíso, Chile (mas é mais comum a sul de Puerto Montt, Chile); pode surgir mais a norte em ambos os países. Registo mais a sul: 57º S.

GOLFINHO-AMPULHETA, LAGENORHYNCHUS
: 1,50 – 1,80m; bicolor, bico preto curto, mancha atrás do olho, ventre e flancos brancos. Habitante dos mares remotos antárcticos e subantárcticos, o Golfinho-Ampulheta foi descrito pela primeira vez em 1824, mas é raro vê-lo e continua a ser pouco conhecido. Nos últimos anos, e através de um trabalho de investigação concertado, tem sido mais observado e é vulgar encontrá-lo ao longo de levantamentos feitos em águas "fora de rota" raramente frequentada
s por outros navios. É um animal relativamente fácil de identificar, pois tem notáveis marcas corporais pretas e brancas - o seu nome vem do desenho imperfeito de uma ampulheta branca nos flancos - e porque é o único golfinho com barbatana dorsal que tem uma existência estável nas águas polares meridionais. No norte da sua área poderá possivelmente confundir-se com o golfinho de Peale e com o Golfinho-Cinzento. A cor do corpo escurece enormemente logo após a morte. Em geral rude nadador, é capaz de velocidades que excedem 12 nós. Sabe-se que cavalga a ondulação provocada por navios e barcos rápidos, nadando com saltos compridos e lentos. Ao longe, este movimento ondulatório parece-se com o de um pinguim a nadar. Nada ao lado de embarcações lentas. Quando nada depressa, pode viajar muito perto da superfície, sem sair realmente da água, fazendo muita espuma quando emerge para respirar. Foi observado a rodar em torno do eixo longitudinal quando cavalga as ondas. Pode associar-se com outras espécies pelágicas, tais como a baleia-comum, a baleia-boreal, a baleia-de-focinho-de-garrafa antárctica, a baleia-de-bico de Arnoux, a orca, a boca-de-panela e o golfinho do peru. Distribuição pouco conhecida, se bem que a área parece bastante extensa. Surge sobretudo no Atlântico Sul e no Pacífico Sul, e em correntes frias associadas com a corrente dos ventos ocidentais. Surge dentro dos 160 km dos limites gelados em alguns locais da parte sul da área; sabe-se muito pouco sobre os limites ao norte, mas provavelmente abaixo de 45º S. Um registo único tão a norte como Valparaíso, Chile, parece ser excepcional. Visto em geral no mar alto, tendo, no entanto, sido observada em águas bastante baixas perto da península antárctica e ao largo da América do Sul meridional..

GOLFINHO-DE-BORNÉU - LAGENORHYNCHUS HOSEI
Mede 2,30 – 2,70m; 160 – 210kg; bico curto, barbatanas pequenas, barbatana dorsal triangular, larga faixa preta do olho ao ânus. Apesar de em 1895 ter sido desco
berta a carcassa de um golfinho do Bornéu numa praia em Sarawak, Malásia, a espécie só foi descrita cientificamente em 1956, e não foi vista viva até ao início dos anos 70. Desde então foi observada muitas vezes no mar, e parece não ser tão rara quanto outrora se pensava. Contudo, continua a ser relativamente pouco conhecida. Tem uma aparência intermédia entre os géneros Lagenorhynchus e Delphinus , daí o nome genérico composto lagenodelphis.
Alguns indivíduos, em especial os machos, têm no corpo uma notável faixa lateral preta escura; pensa-se que a largura e a intensidade da faixa aumentam com a idade. Pode ser confundido com o Golfinho-riscado, apesar de o golfinho do Bornéu ter bico mais curto, barbatana dorsal mais pequena e pequeninas barbatanas peitorais, bem como faixas corporais diferentes. Um número desconhecido afoga-se nas redes sardinheiras de pescas pelágicas e noutras operações pesqueiras, e há alguma captura directa dentro da área. Outros Nomes: Golfinho de Fraser . Uma análise das presas sugere ser o golfinho do Bornéu um mergulhador de águas profundas, caçando em profundidades de pelo menos 250-500m. Visto com frequência em grupos mistos com outros cetáceos pelágicos, em especial com cabeças-de-melão, falsas orcas, cachalotes, Golfinhos-malhados-Pantropicais e Golfinhos-Riscados. Tem um estilo natatório agressivo: quando se eleva para respirar, sai muitas vezes da água numa explosão de espuma. Sabe-se que salta, mas não é vulgar ser expansivo ou brincalhão. Em grande parte da área receia as embarcações e é corrente afastar-se rapidamente, formando um grupo cerrado com os outros, e muita agitação na superfície da água. Mais inclinado a "acompanhar à proa" e a nadar ao lado de navios nas Filipinas e ao largo da costa do Natal, África do Sul.

Mais algumas espécies:

BALEOTE DE SIELBOLD
O Baleote de Sieldold ou Caldeirão é um golfinho característico, é um dos maiores membros da família dos golfinho e daí o nome comum de Baleia-Piloto. É virtualmente impossivel de distinguir do seu parente mais proximo a boca-de-banela, No entanto pequenas diferenças subtis principalmente no comprimento das barbatanas peitorais, o Caldeirão prefere águas mais quentes que o seu parente.-Acrobacias Mais comum nos mais jovens, mas os adultos ainda emergem grande parte do corpo fora de água, rarament salta. -Cor preto-tinta ou cizento escuro. -Tamanho Dos maiores golfinhos, 3,6-6,5m.-Barbatana dorsal Barbatana dorsal situada na frente do corpo a base é larga e inclinada para trás.-Bico Ausente, testa arredondada, bolbosa. -Peso cerca de 1-4 toneladas. -Grupos são muito sociaveis, com associações pelo lado materno (10-30) raramente reúnen-se em várias centenas, frequentemente na companhia de roazes.

BOTO COR DE ROSA

Rosto longo, melão bem destacado, olhos muito pequenos, corpo alongado, nadadeira dorsal reduzida a uma corcova baixa, nadadeiras peitorais largas, achatadas e flexíveis, a dentição é do tipo heterodonte. No Brasil ocorrem na Bacia do Amazonas. PESA Entre 100 e 160 kg. EDE Entre 2 e 2,5 metros.

PEPONOCÉFALO OU GOLFINHO CABEÇADE MELÃO

Características: A cabeça deste golfinho realmente lembra um melão, como indica o nome comum, sendo um pouco mais pontuda. Esta espécie não possui bico definido. Sua coloração é escura. A linha da boca é branca, curta e ligeiramente curva, formando uma espécie de sorriso permanente. As nadadeiras peitorais são compridas e pontudas. A nadadeira dorsal é alta e falcada. Tamanho: Adultos atingem 2,75metros. Peso: Pesam 275 kg. Gestação e cria: Aproximadamente onze meses. Nasce apenas uma cria. O tamanho ao nascer é 1 metro. Alimentação: Pequenos peixes e lulas. Distribuição: Águas tropicais e subtropicais oceânicas entre 40º N e 35º S. Ameaças: Captura acidental em redes de pesca e intencional pela indústria pesqueira japonesa, poluição dos mares

GOLFINHO CINZENTO

Características: 1,50 – 1,70m; bico preto muito curto, barbatana dorsal bicolor, flancos cinzentos com uma grande mancha clara na extremidade do corpo. Um dos golfinhos mais acrobáticos, o Golfinho-Cinzento é bem conhecido pelos saltos, alguns deles mortais, extraordinariamente altos. É muito gregário e parece apreciar tanto a companhia de outras espécies como da sua própria: é visto muitas vezes com aves marinhas e associa-se frequentemente a outros cetáceos.
O tamanho do seu próprio grupo varia consoante a época do ano, reunindo-se grupos maiores durante o verão; tem tendência para se separar em pequenos subgrupos quando se alimenta, mas estes reúnem-se para actos sociais e descansar . : Muito curioso e em geral fácil de aproximar, parece apreciar o contacto com embarcações e pessoas. Sempre pronto a "acompanhar à proa".



GOLFINHO DO PERÚ
Características: O golfinho do Peru é fácil de identificar no mar. É o único golfinho no hemisfério sul que não tem barbatana dorsal e tem também um espantoso padrão corporal preto e branco. Contudo, à distância e quando a nadar velozmente, pode ser confundido com um pinguim e quando a nadar lentamente, pode ser confundido com um leão-marinho. Assemelha-se muito ao Golfinho-setentrional, mas é ligeiramente mais pequeno e tem uma área branca superior na cabeça e flancos ; não há sobreposição na área. O nome de ambas as espécies vem das muito maiores baleias franca e franca-austral, que também não têm barbatanas dorsais. As crias são castanho-acinzentadas ou creme e desenvolvem a coloração adulta durante o primeiro ano de vida. O golfinho do Peru não é muito bem conhecido, devido sobretudo à sua distribuição predominantemente remota, ao largo. Comportamento: Movimentos graciosos . É frequente viajar muito depressa, numa série de saltos compridos e lentos ; a impressão geral é a de um movimento ondulatório, bastante semelhante a um pinguim a nadar depressa.


GOLFINHO DE RISSO
Características: É relativamente fácil identificar golfinhos de Risso no mar, em particular quando são mais velhos. Parece que foram "atacados pela artilharia"., com cicatrizes corporais extensivas causadas pelos dentes de outros golfinhos de Risso e, em menor escala, por confrontações com lulas. A sua cabeça é arredondada e não possui bico. Este golfinho pode medir entre 3,60 a 4m de comprimento. O corpo tem tendência a clarear com a idade, se bem que haja grandes variantes entre indivíduos: os adultos podem ser quase tão brancos como golfinhos-brancos ou tão escuros como baleias-piloto. À distância, a barbatana dorsal alta pode induzir momentaneamente à confusão com orcas fêmeas ou jovens ou roazes-corvineiros. O golfinho de Risso tem um sulco frontal no centro da testa, correndo do espiráculo ao "lábio" superior; é visível de perto e é peculiar a esta espécie. Por vezes vêem-se golfinhos de Risso agrupados com outras espécies de golfinhos e com baleias-piloto. Comportamento: Sabe-se que os animais jovens saltam; os animais mais velhos têm tendência para dar meio-salto, batendo depois com o lado da cabeça na superfície. Por vezes eleva bem a cabeça para "espiar", ficando as barbatanas peitorais expostas. Pode dar "batimentos caudais e peitorais" e faz surf nas vagas. É raro "acompanhar à proa", mas pode nadar ao lado de um navio ou no seu rasto. É típico mergulhar durante 1 a 2 minutos, depois sobe e respira uma dúzia de vezes com Intervalos entre 15 e 20 segundos; pode ficar debaixo de água até 30 minutos.


GOLFINHO SETENTRIONAL - BOREAL
Nome Cientifico: Lissodelphis Borealis
Características: O Golfinho-setentrional é o único golfinho no Pacífico Norte que não tem barbatana dorsal; consequentemente, não é provável confundi-lo com qualquer outro cetáceo.
O espantoso padrão corporal preto e branco é também característico, apesar de na água o corpo parecer ser completamente preto. Contudo, como é provavelmente o cetáceo mais lustroso, e como viaja dando saltos suaves e baixos, poderia ser confundido com um leão-marinho ou com um lobo-marinho.
A aparência é muito semelhante à da sua contrapartida meridional, o golfinho do Peru, mas é ligeiramente mais comprido e em geral a área branca do corpo é menos extensa; não há sobreposição na área. O seu nome tem origem nas muito maiores baleia-franca e franca-austral, que também não têm barbatana dorsal.
Foram encontrados perto do Japão animais com pequenas variantes cromáticas que podem ser uma subespécie diferente. As crias são castanho-acinzentadas ou creme, desenvolvendo a coloração adulta durante o primeiro ano.

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