terça-feira, 22 de julho de 2008

CAVALO MARINHO

CLASSIFICAÇÃO

Nome Científico: Hippocampus sp
Classe: Osteichthyes
Ordem: Gasterosteiformes
Família: Syngnathidae
Temperatura: de 24 a 26ºC
Densidade: 1.023-1.025


CARACTERISTICAS


São animais marinhos e estuarinos; bentônicos, com uma espécie pelágica, presentes até os 90 m de profundidade. O cavalo-marinho (Hippocampus) é um peixe ósseo, da família Syngnathidae. Existem 32 espécies diferentes de cavalos-marinhos nos mares de regiões de clima tropical e temperado, em profundidades que variam de 8 a 45 metros. Todas as espécies são consideradas vulneráveis por órgãos de proteção à natureza.Sua capacidade natatória é bastante limitada por isso vive em águas calmas e abrigadas, como estuários, onde existem algas e plantas marinhas. Neste ambiente, o cavalo marinho pode se enrolar mantendo-se imóvel.Podem ser colocados em pequenos aquários com corais ou objetos que eles possam se prender. Bons companheiros para o cavalo marinho são peixes pequenos e lentos..O cavalo-marinho possui uma cabeça alongada, muito parecida com a cabeça dos cavalos, inclusive a crina. Sua semelhança com o cavalo deu origem ao nome. O corpo desse pequeno e delicado peixe é coberto por placas em forma de anel. Possuem ainda a barbatana dorsal redonda e minúsculas nadadeiras peitoral e anal. Esse peixe pode medir entre 15 cm e 18 cm. Assim como os camaleões, os cavalos-marinhos mudam de cor e movimentam seus olhos saltados em diferentes direções, independentes um do outro. O cavalo-marinho é o único peixe que possui a cabeça perpendicular ao corpo.
Para nadar, o cavalo-marinho vibra as barbatanas dorsais com velocidade. Nada na posição vertical, e possui uma cauda preênsil com a qual se agarra em plantas marinhas no momento em que se alimentam.



ORIGEM

A sua área de distribuição inclui o Atlântico (das Canárias ao Mar do Norte) e Mediterrâneo
A sua área de distribuição inclui o Atlântico (das Canárias ao Mar do Norte) e Mediterrâneo
Todos os cavalos-marinhos são espécies marinhas: habitam geralmente em pradarias de erva-marinha, mangais e recifes de coral, em águas temperadas e tropicais. Algumas espécies, tal como o ameaçado cavalo-marinho-do-cabo (H. capensis), da África do Sul, podem também ser encontradas em estuários, tolerando altos níveis de salinidade: mas revelam altas taxas de mortalidade durante enchentes de água-doce.
Os cavalos-marinhos podem ser encontrados aproximadamente entre os 50 graus de latitude norte e os 50 graus de latitude sul. A maior parte das espécies ocorre no Atlântico Ocidental e na região do Indo-Pacífico.
A degradação dos habitats é uma ameaça real para as populações de cavalos-marinhos, uma vez que habitam áreas costeiras pouco profundas que são profundamente afectadas por actividades humanas (tal como a pesca com dinamite). Até mesmo os corais em recuperação podem causar problemas: espécies agressivas de algas, como o sargaço, tendem a ser as primeiras a colonizar as zonas de corais, privando outras espécies de nutrientes necessários e habitats adequados.



MORFOLOGIA




O nome deste peixe vem da semelhança de sua cabeça com a do cavalo. Nada com o corpo em posição vertical e a cabeça para frente, movimentando-se pela vibração das barbatanas dorsais. A cauda, longa e preênsil, permite-lhe agarrar-se às plantas submarinas enquanto come pequenos crustáceos. O cavalo-marinho possui placas dérmicas formando uma couraça que os protege dos inimigos. Possui boca pequena, terminal, usualmente no final do focinho tubular; aberturas branquiais fusionadas no corpo e no istmo; 4 arcos branquiais completos e com as brânquias lobadas; espinhos ausentes na dorsal, pélvicas ausentes; dimorfismo sexual presente; os machos incubam os ovos sob o tronco ou cauda.Os cavalos-marinhos possuem uma cabeça que forma um ângulo recto em relação ao corpo e têm uma cauda completamente preênsil, que se enrola à volta de ervas-marinhas, caules, corais, troncos ou qualquer outro objecto natural ou artificial. Estes traços, bem como uma bolsa incubadora para as crias e olhos que se movem de forma independente, contribuem para a natureza única destes peixes. Ao invés das escamas encontradas na maioria dos peixes, os cavalos-marinhos possuem uma camada fina de pele esticada sobre uma série de placas ósseas, visíveis como anéis à volta do tronco. Estes anéis são úteis na identificação da espécie, tal como os espinhos da face e a crina (uma coroa de espinhos por cima da cabeça). Além dos espinhos, algumas espécies possuem também protuberâncias ósseas ou filamentos de pele eclodindo dos anéis ósseos. Os cavalos-marinhos são mestres em camuflagem: mudam de cor e os filamentos da pele aumentam para se confundirem com o meio que os rodeia. Curtos períodos de mudança de cor podem também ocorrer durante os rituais de acasalamento ou de saudação diária. Os machos e as fêmeas dos cavalos-marinhos podem distinguir-se pela presença de uma bolsa incubadora subcaudal no macho. Os cavalos-marinhos não têm estômagos nem dentes. Sugam as presas através de um focinho tubular e passam-nas através de um sistema digestivo ineficaz. Tal como outros peixes, respiram através de guelras, extraindo o oxigénio da água. Ao contrário de outros peixes, contudo, as suas guelras são pequenas e compactas, com uma estrutura semelhante a uma “uva”. Os cavalos-marinhos nadam usando a força propulsora da rápida oscilação da barbatana dorsal e usam as barbatanas peitorais de ambos os lados do corpo para se direccionarem e estabilizarem. Estão melhor preparados para a mobilidade do que para a velocidade e, portanto, confiam antes de mais na camuflagem para evitarem ser detectados por predadores.

HÁBITAT




Vive nos fundos aquáticos, arenosos ou lodosos, em profundidades que variam de 8 a 45 metros. Seu habitat preferido são os campos de alga








ALIMENTAÇÃO


O cavalo marinho se alimenta de pequenos moluscos, vermes, crustáceos e plâncton que são sugados através do seu focinho tubular. No aquário ele se alimente de artêmia salina e dáfnias. Alimentos que não se movimentam não serão comidos já que ele não tem costume de ir buscar alimento. Ele come o que estiver passando por ele.Eles são monofágicos, ou seja alimentam-se somente de pequenos crustáceos, como artêmia salina e dáfnias. Alimentos que não se movimentam não serão comidos.


COMPORTAMENTO



Na natureza ficam presos à corais e gorgônias com suas caudas. Somente nadam em busca de alimento quando há falta deste. Adaptam-se bem em aquários comunitários com outros peixes pequenos e lentos, mas não deverá ser colocado em aquário com invertebrados. (alguns invertebrados o atacam e outros são atacados pelo cavalo-marinho).




REPRODUÇÃO

Quanto à sua reprodução, há um aspecto interessante: os ovos são depositados numa bolsa ventral do macho. Após uma parada nupcial, a fêmea deposita os ovos nesta bolsa para então serem incubados, nascendo os juvenis completamente formados, já muito semelhantes aos adultos. É o macho que fica grávido, a fêmea deposita os óvulos numa bolsa da região ventral; quando chega a hora, macho e fêmea se colam um ao outro, barriga contra barriga. A fêmea flutua um pouco acima do macho, e introduz o tubo de postura de ovos num orifício da bolsa ventral de seu par, que havia sido esvaziada antes de toda a água que havia nela. Ao mesmo tempo que o abdome da fêmea vai desinchando, os óvulos penetram na bolsa do macho, sendo aí fecundadosali eles são fecundados e depois incubados durante dois meses. O cavalo-marinho tem cerca de 15 centímetros de comprimento. O tronco e a cauda são recobertos por anéis. A cabeça é separada do tronco por uma espécie de pescoço. Quando os ovos eclodem, o macho realiza violentas contorções para expelir os filhotes. Esse estranho peixe com cabeça de cavalo e cauda prênsil locomove-se na vertical e vive normalmente em companhia de sua fêmea. Na primavera, a fêmea executa uma dança para seduzir o macho; por sua vez, o macho intumesce sua bolsa ventral para impressioná-la. Por várias horas, macho e fêmea nadam um ao redor do outro na superfície da água, antes de acontecer o acasalamento.
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Dessa forma, o macho permanece “grávido” por um período de 4 até 8 semanas. Pelo orifício da bolsa ventral, saem então dezenas de pequenos cavalos-marinhos perfeitamente formados. Após o parto, os filhotes já estão prontos para nadar e procurar seu alimento, dispensando daqui por diante os cuidados do pai.


Os filhotes nascem com menos de 1 cm, transparentes. Apesar de sua fragilidade, já se tornam completamente independentes dos pais ao nascer. A primeira coisa que fazem é subir a superfície para encher as bexigas natatórias de ar, para que tenham equilíbrio ao nadar. Apenas 3% dos filhotes sobrevivem aos predadores naturais

PESCA ABUSIVA


A pesca abusiva tem diminuído os estoques naturais de cavalos marinhos em todo o mundo. A China é o maior consumidor deste peixe em termos farmacêuticos, seguida por Taiwan, Hong Kong e Singapura. Os remédios é base de cavalos marinhos dizem aliviar desde asma até a impotência sexual. Em uma farmácia de Hong Kong, o preço de tal droga varia entre 120 e 400 dólares/Kg. Dados brasileiros sobre pesca de peixes ornamentais marinhos não são conhecidos ou divulgados. Não há controle sobre a pesca para o comércio interior ou para a exportação e não existe lei, em âmbito nacional, de proteção a tais peixes. Entretanto, sabe-se que a pesca do cavalo marinho é abusiva. Os locais de criadouro natural não são respeitados, nem idade ou sexo dos espécimes coletados. São jovens que saem do mar antes de estarem aptos a reproduzir, bem como adultos maduros sexualmente e muitos machos já grávidos, que invariavelmente perdem seus filhotes, ainda dentro da embalagem plástica de viagem, devido ao estresse a que são submetidos, ou nos aquários das lojas que não são adequados a recebé-los.Ameaçados de Extinção

Nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, verifica-se a extrema pressão antrópica sofrida pelas barras de rios e manguezais do litoral destes Estados. Infelizmente grande parte das regiões estuarinas foram transformadas em corpos receptores de efluentes, tanto da população ribeirinha quanto do comércio e indústria locais. Este fato naturalmente concorre para o desaparecimento dos cavalos marinhos que encontram nessas regiões, o seu hábitat.



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